Com a renegociação da dívida agrícola, o governo federal acelera a liberação dos financiamentos para os produtores de café. A expectativa é a de que com a liquidação das dívidas os cafeicultores voltem a tomar os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), que na última safra ficou com mais de R$ 600 milhões ociosos.
Em 2007, dos R$ 2,26 bilhões liberados, apenas R$ 1,6 bilhão foi aplicado efetivamente. "A repactuação das dívidas vai dar uma folga maior para o produtor e a demanda dos recursos vai ser maior", avalia Lucas Tadeu Ferreira, diretor do Departamento de Café (Dcaf) do Mapa.
Segundo ele, uma das razões de o produtor de café não ter tomado esse recurso na última safra, foi o nível de endividamento, já que o risco da operação é atribuído ao banco. "Dependendo do perfil do mutuário e do seu grau de endividamento, o banco impõe suas limitações", explica.
De acordo com Gilson Ximenes, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), os recursos do Funcafé nunca foram tomados na sua totalidade, pois a maioria dos produtores não tem acesso ao crédito. "Muitos já estão no Serasa. Como é necessária a liberação de garantias, o sujeito fica sem meio de tomar crédito", diz. Para Ximenes, mesmo sem usar todo o recurso disponível, a dívida do produtor agrícola tem aumentado paulatinamente, justamente porque ele está vivendo de crédito.
De qualquer forma, as medidas compensatórias apresentadas pelo governo criam condições de liquidação de dívida e retomada dos investimentos na lavoura. Além dos benefícios sinalizados com a Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério da Agricultura liberou ontem mais R$ 157 milhões em recursos para financiar a colheita da safra 2008/09. Desse montante, R$ 150 milhões serão disponibilizados pelo Banco do Brasil e os R$ 7 milhões restantes pelo Banco Safra. As informações são do Diário do Comércio e Indústria de São Paulo.
Renegociação da dívida estimula novos investimentos
Com a renegociação da dívida agrícola, o governo federal acelera a liberação dos financiamentos para os produtores de café. A expectativa é a de que os cafeicultores voltem a tomar os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), que na última safra ficou com mais de R$ 600 milhões ociosos. As medidas compensatórias apresentadas pelo governo criam condições de liquidação de dívida e retomada dos investimentos na lavoura.
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