Renda dos cafeicultores deve aumentar 48,1% em 2008
De acordo com o acompanhamento da renda agrícola realizado mensalmente pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a renda dos produtores de café deve passar de R$ 5,6 para R$ 8,4 bilhões este ano, com ganho de 48,1%. O resultado é o melhor desde 1999, quando alcançou R$ 10,5 bilhões.
Publicado por: CaféPoint
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Dos produtos analisados, 14 apresentaram aumento de renda em relação ao ano passado. Entre os produtos mais expressivos em termos de valor da produção estão o feijão (89,4%), cebola (54,8%), café (48,1%), trigo (44,3%), milho (32,2%), soja (31,3%) e amendoim (33,6%). "Esses produtos caracterizam-se por apresentarem elevado aumento de renda e de preços simultaneamente", analisa o coordenador de Planejamento Estratégico do Mapa, José Garcia Gasques.
Segundo o acompanhamento, a renda dos produtores de café deve passar de R$ 5,6 para R$ 8,4 bilhões este ano, com ganho de 48,1%. O resultado é o melhor desde 1999, quando alcançou R$ 10,5 bilhões. A maior parte da renda, R$ 7,1 bilhões, ou 84,5% do total, está concentrada na região Sudeste, que centraliza a produção de café do país, com destaque para Minas Gerais, que responde por 76% da renda nacional, com R$ 6,3 bilhões.
O Espírito Santo segue em segundo lugar, com 15,4% do total, ou R$ 1,3 bilhão. Cafeicultores paulistas terão renda de R$ 492 milhões, e a região Sul, de R$ 553 milhões. Os cafezais da Bahia devem render R$ 546 milhões, e em Rondônia a renda deve ser de R$ 210 milhões. De acordo com Gasques, o aumento de 26,6% da produção neste ano combinado com preços favoráveis para o café resultou no acréscimo da renda.
A renda agrícola é calculada multiplicando-se o volume da produção da safra agrícola pelo valor dos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país. O valor real da renda, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O valor de desempenho da agricultura é o sinalizador do comportamento e tendência das commodities no mercado.
Entretanto, levantamento mensal realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Universidade Federal de Lavras (UFLA) para medir os custos de produção da lavoura cafeeira, apontou que o Custo Operacional Total (COT) da atividade de novembro do ano passado a maio de 2008 teve elevação de 15,93%. O COT engloba, além dos gastos mais frequentes do cafeicultor, despesas com reposição de máquinas e benfeitorias depreciadas.
O principal responsável pelo aumento foi o preço dos fertilizantes aplicados na cafeicultura, que tiveram aumento de 38,53%. Também contribuíram para o encarecimento do custo total os defensivos (alta de 14,85%) e corretivos (9,74%). Ainda segundo o levantamento, das oito regiões produtoras de café analisadas, o cafeicultor do município de Jaguaré, no Espírito Santo, teve o maior desembolso para a compra de óleo diesel, precisando gastar o equivalente a 9,89 sacas para adquirir mil litros do combustível. Com informações do Mapa e CNA.
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MANHUMIRIM - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 17/08/2008
Por favor, revejam os cálculos e analisem o que é realmente "renda". Por que então os produtores de café estão literalmente quebrados?

VARGINHA - MINAS GERAIS
EM 14/08/2008
Aprofunde na análise, e verá que a realidade dos produtores de cafe arábica é bem diferente.
Está faltando pouco para esta pequena palavra desaparecer do nosso dicionário : "renda"

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 13/08/2008