Receitas com grão verde e solúvel sobem no semestre

A receita cambial com exportação de café verde apresentou elevação de 14,26% no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período de 2009. O faturamento alcançou US$ 1,993 bilhão, ante US$ 1,744 bilhão, conforme relatório da Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A receita cambial com exportação de café solúvel apresentou elevação de 18,12% nos primeiros seis meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2009.

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Grão verde

A receita cambial com exportação de café verde apresentou elevação de 14,26% no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período do ano passado. O faturamento alcançou US$ 1,993 bilhão, ante US$ 1,744 bilhão, conforme relatório da Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O volume embarcado no período teve queda de 3,8%, para 771.379 toneladas ante 801.883 t nos primeiros seis meses de 2009.

O preço médio de exportação teve elevação de 18,78% no período, de US$ 2.175/t para US$ 2.583/t. Entre os 15 principais destinos do café verde brasileiro no acumulado de janeiro a junho de 2010, a receita apresentou queda para França (10,82%), Finlândia (-0,62%) e Eslovênia (-6,65%). Em contrapartida, aumentou expressivamente a receita para Rússia (104,33%), Países Baixos (32,40%), Argentina (21,97%) e Bélgica (13,20%).

O principal comprador de café verde brasileiro até junho, em volume, foi a Alemanha, que apresentou queda de 5,88% ante 2009. O segundo principal importador foram os Estados Unidos (queda de 8,84%). Entre os principais compradores, cresceu o volume embarcado para Rússia (66,70%), Países Baixos (20,50%) e Argentina (6,52%). Em termos porcentuais, houve forte retração no volume vendido principalmente para França (23,06%), Finlândia (-21,89%), Eslovênia (21,06%) e Japão (14,55%).

Solúvel

A receita cambial com exportação de café solúvel apresentou elevação de 18,12% nos primeiros seis meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2009. Os industriais faturaram US$ 252,370 milhões, em comparação com US$ 213,650 milhões entre janeiro e junho do ano passado.

O País exportou no período 37.086 toneladas, com aumento de 22,38% em relação a 2009 (30.305 t). O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.805/t, ante US$ 7.050/t em 2009, representando queda de 3,48%.

Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal do destino do café processado brasileiro no primeiro semestre de 2010, com elevação de 2,73% em termos de receita sobre 2009. Também foi significativo o aumento da receita, em termos porcentuais, para México (4.243%), Chile (351,58%), Bélgica (90,46%) e Coreia do Sul (59,72%). Entre os 15 principais destinos do café processado brasileiro, quatro tiveram redução em receita cambial. O desempenho foi negativo para Indonésia (-27,94%), Reino Unido (-22,66%), Japão (15,42%) e Cingapura (-9,13%).

O principal comprador de café solúvel brasileiro no semestre, em volume, foram os Estados Unidos, que apresentaram aumento de 13,65% ante 2009. O segundo principal importador foi a Rússia (+51,46%). Em termos porcentuais, houve aumento significativo no volume vendido para México (6.271%), Chile (397,14%), Mianmar (108,19%) e Bélgica (93,81%). O volume embarcado reduziu para 4 destinos, entre os 15 principais mercados: Reino Unido (-17,37%), Japão (-12,79%), Cingapura (-12,11%) e Indonésia (-4,27%).

Torrado e moído

A receita cambial com exportação de café torrado e moído apresentou queda de 28,81% no primeiro semestre de 2010, em relação ao mesmo período do ano passado. Os industriais faturaram US$ 10,902 milhões, em comparação com US$ 15,315 milhões entre janeiro e junho de 2009.

O País exportou no período 2.229 toneladas, com redução de 20,85% em relação ao ano anterior (2.816 t). O preço médio da tonelada no período ficou em US$ 4.891/t, ante US$ 5.439/t, representando queda de 10,07%.

Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal destino do café processado brasileiro, com redução de 43,88%, em termos de receita. O segundo principal mercado foi a Itália (-10,28%). A Argentina é o terceiro principal mercado (+108,51%), seguida do Japão (+4,40%).

As informações são de Tomas Okuda, para Agência Estado, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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