Receita com grão verde e solúvel sobe em agosto

A receita cambial com exportação de café verde apresentou elevação de 21,24% nos primeiros oito meses do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. O faturamento alcançou US$ 2,836 bilhões, ante US$ 2,339 bilhões, conforme relatório da Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secex, do MDIC. A receita cambial com exportação de café solúvel apresentou elevação de 17,56%.

Publicado por: CaféPoint

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A receita cambial com exportação de café verde apresentou elevação de 21,24% nos primeiros oito meses do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. O faturamento alcançou US$ 2,836 bilhões, ante US$ 2,339 bilhões, conforme relatório da Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O volume embarcado no período teve leve alta de 1,01%, para 1,072 milhão de toneladas ante 1,061 milhão de toneladas nos primeiros oito meses de 2009.

O preço médio de exportação teve elevação de 20,03% no período, de US$ 2.204/t para US$ 2.645/t. A receita cambial cresceu em todos os 15 principais destinos do café verde brasileiro no acumulado de janeiro a agosto de 2010. Os destaques, em termos porcentuais foram: Venezuela (222,66%), Canadá (26,42%), EUA (25,08%) e Finlândia (24,63%).

O principal comprador de café verde brasileiro até agosto, em volume, foi a Alemanha, que apresentou queda de 1,04% ante 2009. O segundo principal importador foram os Estados Unidos (alta de 1,08%). Entre os principais compradores, cresceu o volume embarcado para Venezuela (208,09%), Canadá (12,49%), Países Baixos (11,06%), Itália (1,35%), Argentina (1,03%)e Eslovênia (0,69%). Em termos porcentuais, houve forte retração no volume vendido principalmente para Espanha (9,18%), Bélgica (-9,12%) e Suécia (-7,68%).

Solúvel

A receita cambial com exportação de café solúvel apresentou elevação de 17,56% nos primeiros oito meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2009. Os industriais faturaram US$ 338,6 milhões, em comparação com US$ 288 milhões entre janeiro e agosto do ano passado.

O País exportou no período 49.881 toneladas, com aumento de 22% em relação a 2009 (40.887 t). O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.788/t, ante US$ 7.044/t em 2009, representando queda de 3,63%.

Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal do destino do café processado brasileiro nos primeiros oito meses de 2010, com elevação de 3,48% em termos de receita sobre 2009. Também foi significativo o aumento da receita, em termos porcentuais, para México (5.104%), Chile (312,05%), Mianmar (118,49%), Bélgica (73,29%) e Coreia do Sul (66,73%). Entre os 15 principais destinos do café processado brasileiro, quatro tiveram redução em receita cambial. O desempenho foi negativo para Reino Unido (-33,44%), Indonésia (-17,27%), Japão (11,47%) e Cingapura (-10,13%).

O principal comprador de café solúvel brasileiro até agosto, em volume, foram os Estados Unidos, que apresentaram aumento de 13,85% ante 2009. O segundo principal importador foi a Rússia (+36,93%). Em termos porcentuais, houve aumento significativo no volume vendido para México (7.523%), Chile (334,48%), Mianmar (149,58%) e Bélgica (72,53%). O volume embarcado reduziu para três destinos, entre os 15 principais mercados: Reino Unido (-26,61%), Cingapura (-11,20%) e Japão (-6,27%).

Torrado e moído

A receita cambial com exportação de café torrado e moído apresentou queda de 36,18% nos primeiros oito meses de 2010, em relação ao mesmo período do ano passado. Os industriais faturaram US$ 14,667 milhões, em comparação com US$ 22,981 milhões entre janeiro e agosto de 2009.

O País exportou no período 3.044 toneladas, com redução de 27,68% em relação ao ano anterior (4.209 t). O preço médio da tonelada no período ficou em US$ 4.818/t, ante US$ 5.460/t, representando queda de 11,75%.

Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal destino do café processado brasileiro, com redução de 48,95%, em termos de receita. O segundo principal mercado é a Itália (-1,48%), seguida da Argentina (+34,62%) e Japão (+2,03%).

A reportagem é de Tomas Okuda, para Agência Estado, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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