No estado de São Paulo, a receita com exportações de café apresentou queda no ano de 2016. Segundo a Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro no Ano de 2016, divulgada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do seu Instituto de Economia Agrícola (IEA), o recuo foi de 6,7% para o grão.
No ano de 2016, o agronegócio no Estado de São Paulo registrou um superávit de US$ 13,40 bilhões, representando um aumento de 23,4% em relação ao resultado da Balança Comercial de 2015, quando houve um superávit de R$ US$ 10,86 bilhões. No entanto, o café apresentou se comparando o período de janeiro a dezembro de 2015 e de 2016. Se no primeiro ano avaliado o produto apresentava U$ 757,03 milhões, em 2016 o número foi para U$ 706,04 milhões. Confira na tabela, abaixo:
Já em âmbito nacional, o café se apresentou entre os cinco principais grupos do agronegócio brasileiro nas exportações do ano de 2016. Entre eles estão o complexo soja (US$25,42 bilhões); carnes (US$14,21 bilhões); complexo sucroalcooleiro (US$11,34 bilhões); produtos florestais (US$10,24 bilhões); e café (US$5,47 bilhões). Esses cinco agregados responderam por 78,5% das vendas externas do agronegócio nacional (Tabela 2).
Ainda assim, segundo o IEA, o café apresentou déficit de 11,2%. Em 2016 o número alcançado foi de US$ 5.471,88 milhões contra os US$ 6.158,74 milhões obtidos em 2015. Veja, abaixo:
Agronegócio paulista
No ano passado, as exportações do agronegócio paulista tiveram um crescimento de 12,8%, atingindo US$ 17,92 bilhões, enquanto as importações setoriais caíram 10%, somando US$ 4,52 bilhões. Em 2015, as exportações e importações setoriais chegaram a US$15,88 bilhões e US$5,02 bilhões, respectivamente.
No cenário brasileiro, o agronegócio registrou um superávit de US$ 71,30 bilhões, com exportação de US$ 84,93 bilhões e importações de US$ 13,63 bilhões. O resultado foi 5,1% inferior ao do ano passado, quando o saldo da Balança Comercial foi de US$ 75,15 bilhões. “O comércio exterior brasileiro só não foi deficitário devido ao desempenho do agronegócio, uma vez que os demais setores, com exportações de US$ 100,31 bilhões e importações de US$ 123,92 bilhões, produziram no período um déficit de US$ 23,61 bilhões”, afirmou o pesquisador da Secretaria, que atua no IEA, José Roberto Vicente.