Quênia pretende mais que dobrar sua produção até 2012

O Quênia pretende aumentar sua produção de café para 100 mil toneladas por ano até 2012, impulsionando o financiamento de cafeicultores de pequena escada e expandindo as zonas de produção de café na maior economia do Leste Africano. O país produziu 42 mil toneladas na safra de 2007/08 (outubro-setembro) e o órgão regulador do setor espera que a produção aumente para 60 mil toneladas em 2008/09 devido ao clima favorável.

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O Quênia pretende aumentar sua produção de café para 100 mil toneladas por ano até 2012, impulsionando o financiamento de cafeicultores de pequena escada e expandindo as zonas de produção de café na maior economia do Leste Africano.

O país produziu 42 mil toneladas na safra de 2007/08 (outubro-setembro) e o órgão regulador do setor, Coffee Board of Kenya (CBK) espera que a produção aumente para 60 mil toneladas em 2008/09 devido ao clima favorável. Apesar de ser um pequeno produtor de café pelos padrões globais, contribuindo com 1% da produção mundial de café, os grãos do Quênia são favorecidos por torrefadores que os usam para misturar com cafés de outras regiões.

O diretor executivo do Coffee Development Fund, George Ooko, disse que a próxima meta, depois que se chegar às 100 mil toneladas, é 150 mil toneladas de café. Ele disse que ao dobrar as exportações de café da nação, que lucra em média 8 bilhões de xelim queniano (US$ 106,44 milhões) em média, anualmente, poderia-se impulsionar o crescimento econômico.

A indústria de café do Quênia enfrenta muitos desafios, como clima - a indústria se apóia principalmente nas estações chuvosas -, infra-estrutura pobre, doenças nos grãos e falta de fundos para os insumos. "O setor tem muitos desafios, mas o principal é a falta de crédito", disse Ooko. Ele disse que o Coffee Development Fund terá gasto US$ 11,83 milhões em dois anos, terminando em junho próximo, fornecendo empréstimos a pequenos cafeicultores.

O Governo do Quênia espera que a medida ajude os produtores a aumentar a produtividade e motive aqueles que decidiram deixar a atividade por causa dos baixos rendimentos a retornar para suas fazendas. "Esses empréstimos são usados para comprar fertilizantes e agro-químicos para o café. O cafeicultor tem o dinheiro para comprar insumos. Estamos visando produtividade por cafezal", disse.

Conforme Ooko, o programa também está sendo usado para atingir áreas que tradicionalmente não produzem muito café. Cerca de 50 mil produtores se beneficiaram do pacote de financiamento em um país com cerca de 700 mil pequenos cafeicultores, de acordo com o CBK. A reportagem é da Reuters.
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