Quênia poderá produzir cafés especiais

A Corporação Internacional de Finanças (IFC) convidou os produtores de café do Quênia a iniciarem a produção de cafés especiais para obterem maiores ganhos. O gerente sênior do IFC para o leste africano, Jean Philippe Prosper, disse que a demanda por cafés especiais no mercado global é alta, agora estando em 10 milhões de sacas. Ele disse que os produtores da região deveriam aproveitar a oportunidade para obterem melhores retornos para seus investimentos.

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A Corporação Internacional de Finanças (IFC) convidou os produtores de café do Quênia a iniciarem a produção de cafés especiais para obterem maiores ganhos, informou reportagem do site Nationmedia.com.

O gerente sênior do IFC para o leste africano, Jean Philippe Prosper, disse que a demanda por cafés especiais no mercado global é alta, agora estando em 10 milhões de sacas. Ele disse que os produtores da região deveriam aproveitar a oportunidade para obterem melhores retornos para seus investimentos.

Prosper projetou que a demanda global por cafés especiais deverá aumentar para 30 milhões de sacas no próximo ano. "Estamos orgulhosos de fazer parte desta parceria para conectar os produtores quenianos com a indústria global de cafés especiais. Estamos estimulados por produtores e torrefadores, que querem usar o padrão global de cafés especiais para descobrir cafés de alta qualidade e processos de recompensa".

A corporação, em parceria com o "Coffee Board" e a Fundação de Pesquisa em Café, contratou o Instituto de Qualidade de Café (CQI), dos Estados Unidos, para ajudar os produtores quenianos a estabelecer ligações com mercados de cafés especiais, especialmente nos EUA, através da comercialização pela internet.

A mudança visa suplementar os atuais sistemas de leilão e venda direta, à medida que os produtores buscam preços competitivos para suas commodities.

Os sistemas antigos de comercialização vêm enfrentando desafios que levam os produtores a buscar novas ações do Governo. O CQI desenvolveu uma estrutura de comercialização eletrônica de cafés especiais chamada de "Q Market Program", que define padrões para qualidade e é um método altamente efetivo para separar cafés que podem ser vendidos a preços premium no mercado.

Ele disse que o sistema de classificação cria um certificado como um documento eletrônico que oferece aos potenciais compradores uma descrição do perfil individual de sabor para um lote específico de café.

"Este sistema de classificação estabelece a base para a identificação de cafés de 'classificação especial', que podem então receber marca e ser vendido como cafés originais".

O programa foi subdividido entre 4 componentes onde a IFC selecionou e treinou 100 fábricas no país para produzir e processar café conforme o padrão de especialidade.
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