A agência de padrões do Quênia (Kebs) informou na quinta-feira (22), que a proposta de certificação para orientar a indústria de café do país estava esperando somente a aprovação dos investidores antes de ser anunciada. Ela irá definir um novo modelo nas práticas comerciais e de produção com base nos padrões de certificação.
"Uma vez finalizado, o novo modelo definirá um padrão onde a certificação do café pode criar raízes no país. Isto definirá um pilar onde o Quênia poderá manter e ampliar seu mercado, nacional e internacional, de café", afirmou Samuel Onjolo, responsável pelos padrões da Kebs.
O novo padrão de café do Quênia é originado da necessidade de se realinhar a indústria local às rápidas mudanças no mercado global, onde a atenção do consumidor em assuntos como a sustentabilidade, segurança alimentar, responsabilidade ambiental, preço justo e a melhoria do bem estar dos produtores e trabalhadores rurais tem aumentado.
"Para o café queniano se manter competitivo no mercado global, o país precisa divulgar amplamente sua marca e isto poderá ser alcançado somente por meio de uma avaliação internacional e o reconhecimento do seu padrão", disse Onjolo.
Embora o café queniano seja popular entre os torrefadores mundiais, o país ainda não tem uma certificação formal ou um regime de padronização para orientar a indústria - uma posição que pode ser considerada como a principal ameaça à competitividade do produto no mercado internacional.
Vários players internacionais, interessados em explorar a força do café queniano para ampliar seus negócios, já introduziram seus selos no café produzido pelo país.
Entre as empresas de certificação que operam no Quênia estão a UTZ Certified, Fair Trade Labelling (FLO), Starbucks, Rainforest Alliance e a International Federation of Organic Agriculture Movements (IFOAM).
Ganhos na exportação
Estatísticas do Comitê de Café do Quênia (CBK) mostram que o ganho com as exportações aumentou 10% na safra 2008/09, em decorrência da queda na produção colombiana, o que acarretou melhoria nos preços no mercado internacional. O país alcançou uma receita de aproximadamente US$142 milhões com as vendas, valor bem superior aos US$ 129 milhões do ano anterior.
Em termos de produção, foram colhidas cerca de 916 mil sacas de 60 kg, aumento de 30% em relação ao período anterior, que foi prejudicado pelo ataque de doenças e pelo ciclo bienal da produção.
O CBK estima que o Quênia produzirá na safra 2009/10, aproximadamente, 900 mil sacas.
Com informações de agências internacionais.
Quênia define novo padrão de certificação
A agência de padrões do Quênia (Kebs) informou na quinta-feira (22), que a proposta de certificação para orientar a indústria de café do país estava esperando somente a aprovação dos investidores antes de ser anunciada. Ela irá definir um novo modelo nas práticas comerciais e de produção com base nos padrões de certificação.
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