Quênia: comércio de café cai "próximo à irrelevância"

Décadas de poucos investimentos, combinadas por sucessivos anos de clima desfavorável, estão reduzindo a indústria de café do Quênia, que já foi muito importante, à irrelevância no comércio mundial. As exportações de café do Quênia, que atingiram o topo de 2 milhões de sacas em 1990, estão caminhando para cair para menos de um terço disso em 2010-11, informou um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), escritório de Nairobi.

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Décadas de poucos investimentos, combinadas por sucessivos anos de clima desfavorável, estão reduzindo a indústria de café do Quênia, que já foi muito importante, à irrelevância no comércio mundial. As exportações de café do Quênia, que atingiram o topo de 2 milhões de sacas em 1990, estão caminhando para cair para menos de um terço disso em 2010-11, informou um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), escritório de Nairobi.

O declínio nos envios para seus mais baixos níveis desde os anos sessenta, quando a indústria estava sendo construída para atingir seu apogeu na década de oitenta, reflete em parte obstáculos ao rendimento causados pela seca do ano passado e por fortes chuvas nesse ano. "Os totais de chuvas em fevereiro nas regiões produtoras de café atingiram 200% do normal".

Entretanto, a falta de investimentos, tanto em plantações, como na infra-estrutura de transporte do Quênia, também está influenciando nisso. "Consta que os produtores quenianos não têm substituído os cafezais e, como resultado disso, cerca de 90% dos cafezais do Quênia têm mais de 100 anos de idade. A produtividade dos cafezais, então, continuará caindo até que os cafeicultores reinvistam em mudas com maior rendimento".

Até mesmo os maiores preços mundiais do café - e a disposição dos consumidores em muitos países, como Espanha, de pagar mais pelos melhores grãos arábica do Quênia, ou do Brasil ou da Colômbia -, tem se mostrado insuficiente para estimular investimentos. "O premium não parece ser suficiente para estimular o aumento do excedente exportável no Quênia", disse o relatório. "Enquanto o comércio mundial de café continua aumentando, as exportações quenianas continuam sua queda a um ponto de 'não mais relevantes'".

Até os consumidores quenianos estão evitando consumir o produto, preferindo chá, produto em que o país continua forte. "E com boa razão, quando você considera que o uso do café em casa e em muitos hotéis e restaurantes tende a ser 'instantâneo' e bastante diluído com água e leite".

O USDA estimou que a produção de café do Quênia cairá 8,2%, para 670.000 sacas em 2010-11, o menor volume em mais de 30 anos.

A reportagem é do Agrimoney, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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