O leitor Lennart Veiga Dias, de Carmo da Cachoeira, MG, comentou o artigo "Próxima safra de café do Brasil será grande ou pequena? Depende...", enviado por Carlos Eduardo de Andrade, engenheiro agrônomo, mestre em economia rural, produtor de café e extensionista da Universidade Federal de Viçosa. Leia trecho da carta a seguir.
Estou a mais de 25 anos na cafeicultura e nunca vi uma quebra de safra tão acentuada como esta. Tivemos aqui no sul de Minas ano passado um déficit hídrico do tamanho deste que está acontecendo agora.
Igual ao ano passado, nossa chuva veio de uma vez só, quando caiu, em fins de outubro e início de novembro, quase 300mm (o dobro para o mês). Já era tarde e foi aquela correria. Muitos estavam colhendo ainda, com aplicações de micros e macronutrientes por fazer o que nos deixou loucos, cafeicultores e cafeeiros, sem tempo para entendermos o que estava acontecendo e dar os tratos culturais devidos.
Frutos abriam "orelhas de onça" no meio das ruas por abanar, os cafeeiros sem chuva na hora certa, não sabiam se enfolhavam, se floriam, se acordavam ou dormiam, seca e água em tempo e proporções erradas.
Hoje (1º de agosto, estamos aqui com uma média de 3 a 4 graus já há 3 dias nas madrugadas com geadas embaixo), nem um pingo d'água e sem previsão de chuvas para os próximos meses.
Quando vimos num ciclo de safra baixa tamanha queda? Estamos acabando a colheita e estive conversando com nosso gerente da Minasul aqui, e segundo ele, neste período ano passado, nossos armazéns estavam com aproximadamente 100.000 sacas e até agora estamos com 20.000.
Na Cocatrel, em proporção, ocorre o mesmo. Na Mogiana e região de Garça já terminaram a safra e a queda foi de 70%. Isto não é e nunca foi normal.
A combinação de falta de chuva, calor intenso e agora esse frio intenso aqui no sul de Minas Gerais, será sim, um fator que deixará o mercado em apuros.
Leia a carta de Lennart Veiga Dias na íntegra.
Rodrigo Cascalles, Equipe CaféPoint.
Quando vimos, em ano de safra baixa, tamanha queda?
Estou a mais de 25 anos na cafeicultura e nunca vi uma quebra de safra tão acentuada como esta. Tivemos aqui no sul de Minas ano passado um déficit hídrico do tamanho deste que está acontecendo agora. Quando vimos, num ciclo de safra baixa, tamanha queda? Estamos acabando a colheita e estive conversando com nosso gerente da Minasul, e segundo ele, neste período ano passado, nossos armazéns estavam com aproximadamente 100.000 sacas e, até agora, estamos com 20.000.
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