Qualidade e sustentabilidade são importantes na produção de café, diz pesquisador

O consumidor estrangeiro está cada vez mais demandante de café de melhor qualidade. De acordo com o pesquisador da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, atualmente, o mercado de cafés especiais cresce a taxas de 15% ao ano, enquanto o café "commodity" apresenta taxas em torno de 2% ao ano.

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O consumidor estrangeiro está cada vez mais demandante de café de melhor qualidade. De acordo com o pesquisador da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, atualmente, o mercado de cafés especiais cresce a taxas de 15% ao ano, enquanto o café “commodity” apresenta taxas em torno de 2% ao ano.

Esta é uma razão, de acordo com o pesquisador, que torna importante o desenvolvimento da produção voltada para a melhoria da qualidade do produto e com sustentabilidade. “Os setores da exportação e da indústria visam atender às expectativas dos consumidores com conceito sustentável, assegurando o suprimento de produto com qualidades e quantidades requeridas pelo mercado”, afirma.

No campo da sustentabilidade, Bartholo lembra que basicamente três aspectos estão envolvidos: o econômico, o social e o ambiental. A atenção ao primeiro abrange fatores como a utilização racional de recursos e a gestão de risco para a garantia de rentabilidade no negócio.

“Apresentar vantagens comparativas potenciais, como a introdução de novas tecnologias capazes de promover economia e o uso eficiente dos recursos disponíveis; a redução da vulnerabilidade e gerência do risco na produção; e a contribuição para a geração de riqueza e redução de custos”, recomenda o pesquisador.

No aspecto social, Bartholo ressalta a importância do cumprimento de legislações de trabalho, tanto em âmbito nacional como internacional. Outro aspecto importante é a valorização dos profissionais da propriedade e o estabelecimento de relações com a comunidade onde o cafeicultor está inserido.

Já no aspecto ambiental, terceiro item do “tripɔ da sustentabilidade, o pesquisador da Embrapa Café recomenda o uso de técnicas que preservem a qualidade do solo e minimizem impactos. “Respeito aos limites da capacidade de suporte dos ecossistemas, onde as áreas de preservação permanente devem ser identificas, protegidas e mantidas, para a preservação e multiplicação de inimigos naturais, visando promover o controle biológico natural.”

Uma alternativa interessante, segundo ele, é manter uma distância de cerca de 5 metros entre a lavoura e áreas de preservação permanente para evitar possíveis contaminações.

“Para garantir o desenvolvimento da cafeicultura de forma sustentável é necessária a realização de mudanças no processo produtivo, utilizando as boas práticas agrícolas”, ressalta Gabriel Bartholo. Entre as práticas, está o uso de sementes certificadas e provenientes de viveiros autorizados e a devida identificação dos talhões para garantir a rastreabilidade da produção.

“Na formação de cafezais, o plantio deve seguir os preceitos de conservação do solo com plantio em nível para proteger da erosão, fertilização de plantio e de cobertura com base na análise do solo recorrendo a laboratórios que participam de ensaios de proficiência. Utilizar corretivos e fertilizantes, registrados no Mapa, registrando a data e a quantidade aplicada por talhão”, diz Bartholo.

Outra recomendação é o cafeicultor observar a Instrução Normativa 49, que trata da Produção Integrada de Café. “Seu principal objetivo é promover a inclusão de produtores (principalmente da cafeicultura familiar) nos modernos conceitos de produção sustentável e garantir por meio de elementos de capacitação e transferência de tecnologia”, explica o pesquisador da Embrapa Café.

Gabriel Bartholo lembra que as normas foram desenvolvidas com embasamento técnico e científico. Elas trazem critérios e indicadores que, segundo ele, permitem “a avaliação do estado ou dinâmica de um agro-ecossistema de café e do sistema social a ele associado.”

As informações são da ABIC, adaptadas pelo CafePoint.
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João B Almeida
JOÃO B ALMEIDA

CACHOEIRA DE MINAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 18/12/2013

Que maravilha. Até parece conto de fadas. Tudo pela qualidade, mas com que condições? Na atual situação, o produtor de café esta inserido num sistema escravocrata. Inverso de todo que se pratica no Brasil hoje, meus direitos... direitos... cafeicultores só tem deveres. Geração de riquezas, só da porteira pra fora. Tá difícil. E no atual quadro, quem quiser comprar qualidade, ou sem qualidade, que se habilite, produza.