Qualidade de bebida tem a ver com produtividade e variedade?
Segundo Ensei Neto, certamente, a regra é a de que nada é definitivo ou estático no que tange às coisas da Natureza! Se os frutos forem colhidos no momento de sua maturação completa e a secagem seguir de forma correta, independente de onde seja feito, da variedade da produtividade da planta, o resultado final deverá ser positivo.
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Ensei Uejo Neto, especialista em Cafés Especiais, consultor em qualidade e marketing, planejamento estratégico e desenvolvimento de produtos e novos mercados, respondeu ao leitor. Confira!
"Prezado David,
Alguns estudos, incluindo-se teses de Mestrado e Doutorado, tiveram por base verificar a avaliação sensorial de cafés, variedades e produtividades, principalmente nos últimos 10 anos, quando a preocupação com a qualidade sensorial se tornou mais corriqueira ante a simples capacidade produtiva ou de resistência a pragas ou doenças das variedades disponíveis. O fato mais notável é o de que dependendo da localidade onde os experimentos foram realizados, não se chegou a resultados conclusivos sobre esse tipo de correlação.
Na verdade, o que temos observado é o fato de que, dada a extensa faixa de latitude na qual está o Cinturão de Cafés do Brasil, uma determinada variedade apresenta comportamentos bastante distintos e às vezes distantes do esperado se seguirmos uma lógica, digamos, cartesiana. Produtividade tem ligação com o vigor da planta, resultado de um grande cuidado nutricional. Há um pensamento, no entanto, de que plantas com grande carga tem frutos com sabores no máximo medianos. Resultados em concursos de nível internacional demonstram que alguns dos lotes excepcionais saíram de lavouras com grande produtividade.
Enquanto isso, sempre pensou-se que plantas depauperadas tem carga pequena e os poucos frutos dão bebidas medíocres. Novamente, resultados de concursos apresentam entre seus grandes vencedores lotes maravilhosos saídos de lavouras depauperadas ou de baixa produtividade.
Então, existe uma regra? Certamente, a regra é a de que nada é definitivo ou estático no que tange às coisas da Natureza!
Muitos desses resultados decorrem de um fato: os frutos foram colhidos no momento de sua maturação completa e a secagem seguiu-se de forma correta, independente de onde foi feito, da variedade ou se a produtividade da planta era alta ou baixa. Simplesmente, foi tudo feito no momento certo.
Grande abraço
Ensei Neto"
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EM 10/05/2011
Isto naquela região, naquele microclima é usado pelos vitivinicultores locais como explicação para dizer porque as uvas daquela região são tão doces. Ou seja, existe uma correlação onde a baixa produção resulta em uvas com teores de açucar mais concentrados, uvas mais doces em função da fotossintese direcionar seu produto fotoassimilado, a seiva elaborada paras as uvas ligadas a vinha.
No café isso ainda é empirico, mas certamente existe sim uma forte correlação, pois no cultivo de algumas frutas existe a aplicação da técnica de retirada de alguns frutos para maior concentração de açucar.
Saudações.
Juliano Tarabal