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"Qual será o futuro do cafezinho brasileiro? Trabalhamos todos os dias pensando onde melhorar para vencer os custos da cafeicultura, porém voltamos a ver um cenário desamimador e com uma incerteza para os próximos anos de 2013 e 2014. Acreditamos que seja hora das cooperativas de café se unirem, para separar o preço de venda do café do mercado de consumo interno e do mercado internacional. Caso contrário, nada será alterado para melhor. "

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O cafeicultor Wilson Bocardi Machado, de Três Corações/MG, enviou uma mensagem para o Fórum Controle de custos do CaféPoint levantando a seguinte questão:

"O que ocorreu com o endividamento da cafeicultura?"

'Prezados Senhores,

O sistema bancário iniciou no final do ano passado a cobrança judicial de títulos tipo CPR, de agricultores da cafeicultura, que não tiveram condições de parcelar suas dívidas, em função da condição de suas lavouras e da obrigatoriedade da parcela de entrada. Como pode o agricultor colher café sem recursos financeiros para adubar suas lavouras devido a sua perda de crédito? Muito menos obrigados a ter recursos para financiar a entrada e o principal, a fundo perdido junto aos Bancos (visto que sua renda foi consumida pelo preço de venda do café ou pelas variações climáticas).

Participei do movimento SOS Café, em Varginha/MG, onde o número de agricultores endividados era significativo e não acredito que simplesmente um ano de preços bons, possa saldar todos os títulos empenhados.

Atualmente a perspectiva do mercado de café é baixista e uma nova supersafra esta a caminho.

Os agricultores que agora terão um novo custo com advogados de defesa e com advogados do banco (em caso de acordos extra-judiciais) e terão uma nova componente em seus custos indiretos.

Qual será o futuro do cafezinho brasileiro? Trabalhamos todos os dias pensando onde melhorar para vencer os custos da cafeicultura, porém voltamos a ver um cenário desamimador e com uma incerteza para os próximos anos de 2013 e 2014.

Acreditamos que seja hora das cooperativas de café se unirem, para separar o preço de venda do café do mercado de consumo interno e do mercado internacional. Caso contrário, nada será alterado para melhor. Vejamos o mercado de beterrabas na Comunidade Europeia, onde por cotas de produção, o preço é estável para venda e o volume de produção é controlado.

Novamente pergunto, "Qual será o futuro do cafezinho brasileiro e onde estará o pequeno produtor rural, que não sabe para onde o vento sopra?"

Atenciosamente,

Wilson Bocardi Machado
Produtor de Café - Fazenda Santa Catarina"



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Reinaldo Foresti Junior
REINALDO FORESTI JUNIOR

CAMPANHA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 07/03/2012

Minha  possível contribuição ao prezado colega produtor e articulista da carta acima, é que a médio prazo a solução está sendo estudada pelos setores em seguida mencionados tudo conforme publicações do CaféPoint:

Postada em 02/03/2012, o CNC/CNA: Setor se reúne para aprovar proposta de aplicação das linhas de financiamento do Funcafé e planejar Política Plurianual para o Café, ver também OIC: Reunião Internacional debate o mercado de café,sendo neste contexto em destaque a realização do Segundo Fórum Consultivo sobre Financiamento do Setor Cafeeiro.

Fiz então dois comentários em ambos artigos que com toda modéstia na certeza de ampliar o assunto, espero de V.Sa. a honrosa leitura. No presente penso que os fundamentos do mercado estão sólidos, as demandas aquecidas e os agentes financeiros esperando para iniciar as compras de posições vendidas a descoberto, e mercado com tendência de altas moderadas. Grande abraço.
Fernando de Souza Barros jr.
FERNANDO DE SOUZA BARROS JR.

SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER

EM 06/03/2012

Prezado Wilson,

O segredo de quem quer comprar nosso Café a preços  tipo R$400,00 para baixo é:

1- Manter o Produtor endividado e com vencimentos na pior hora de Comercializar.

2- Fazer uma lavagem cerebral e mante-lo sempre na dúvida,orientação sem objetividade.

3- Manipular os números internamente e externamente e Atuar na Mídia...

4-Fazer uma Comercialização sem transparencia ou seja,quanto mais complicada melhor para o Comprador.

5- Vender ilusão ao produtor,tipo o ano que vem....!

6- Não ensiná-lo a pescar e sim dar o peixe na UTI...

7- Não ensiná-lo a cobrar e melhorar a sua atuação.

8- Estimulá-lo a aumentar o plantio, com dívida.

Quanto ao futuro o que posso dizer é que lavouras com custo de produção mais alto,vão desaparecer,a não ser que o Importador queira manter e estimular preços bons a longo prazo.Os adimplentes de hoje correrão o risco da inadimplencia a longo prazo se os preços cairem.E infelizmnte a maioria deverá depender de crédito para tocar a sua atividade e se seduzido ao consumo poderá ter prejúiso.O maior exemplo está aí! Um Mercado Ajustado entre oferta e procura sendo jogado para baixo na entressafra do Brasil que tem 50% do Mercado de Café Arábica e não consegue por o seu preço.Conseguimos levar o preço de R$270,00 até R$620,00 em 2 anos porém no primeiro ano a média do Produtor ficou ruim (em torno de R$290,00) e agora no segundo em torno de R$400,00/R$420,00.Vamo ver o clima este ano e torcer para ele não estragar a espectativa ....

Abraço e até mais.