Projeto prevê agregar valor ao café exportado

Uma parceria entre a Apex-Brasil e a Abic possibilitará um projeto nacional de incentivo às exportações de cafés especiais e industrializados, com o aporte de R$ 11,489 milhões para marketing, publicidade, participação em eventos internacionais e promoção de encontros de negócios com estrangeiros.

Publicado por: CaféPoint

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Uma parceria entre a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) possibilitará um projeto nacional de incentivo às exportações de cafés especiais e industrializados, com o aporte de R$ 11,489 milhões para marketing, publicidade, participação em eventos internacionais e promoção de encontros de negócios com estrangeiros.

O projeto inclui ainda programas de promoção comercial para cafés especiais, em grão, por meio da Associação Brasileira de Cafés Especiais, BSCA, na sigla em inglês.

A meta é exportar US$ 43 milhões em 2006, US$ 48,1 milhões em 2007 e US$ 54,2 em 2008, além de aumentar o número de empresas exportadoras e de postos de trabalho no setor.

O convênio anterior (agregado agora ao da Abic), firmado pela Apex-Brasil com o Sindicato das Indústrias de Café de São Paulo (Sindicafé-SP) elevou as exportações de café industrializado em 309% entre 2002 e 2005 (de US$ 4.054.688 para US$ 16.591.198). Só no primeiro semestre deste ano, as vendas somaram US$ 14.230.617, ou 85,77% das exportações de todo o ano de 2005.

Um dos principais pontos deste novo acordo é a promoção em mais de dez mercados da Europa, América do Norte, Ásia e Oceania dos cafés com maior valor agregado, como os torrados e moídos e os especiais, em grão, de alta qualidade, proporcionando às empresas participantes a oportunidade de negociar diretamente com seus potenciais compradores.

"Além de conquistar novos nichos de mercado, a exportação de cafés de alta qualidade, industrializados ou em grão, significa maior valor agregado", diz Guivan Bueno, presidente da ABIC.

De janeiro a junho deste ano, o preço médio aumentou em 21%, comparativamente ao mesmo período de 2005, indo de US$ 3,75 o quilo para US$ 4,54. "O convênio, que agora passa a ser feito com a ABIC, traz um novo fôlego e dá maior incentivo ao projeto", avalia Guivan Bueno.

Cerca de 60 empresas iniciarão o projeto. Até o final deste ano o número subirá para 74. Em 2008 o projeto atenderá 120 firmas. No momento, as empresas que compõem o projeto estão localizadas em São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.

Atualmente, o Brasil responde por cerca de 30% das exportações mundiais de grão verde. No entanto, a exportação de cafés industrializados, na forma de produtos torrados em grão ou torrados e moídos, que representa mais de 80% do consumo mundial - segundo dados da OIC (Organização Internacional do Café), é uma atividade pouco difundida no Brasil para a qual é ainda necessário um grande esforço na área de promoção comercial.

No caso dos cafés especiais (em grão verde, porém de alta qualidade), as atividades estão centradas em um forte trabalho de promoção internacional, e focadas nas principais redes varejistas e do setor de gastronomia, de forma a agregar valor ao produto e consolidar a imagem do Brasil como maior fornecedor de cafés de alta qualidade.

Fonte: Assessorias de Imprensa da APEX e da ABIC
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