Programa associa cafeicultura à extração de borracha

Café e borracha. Uma associação que pode parecer estranha para a maioria das pessoas é a aposta do Paraná para aumentar o lucro de pequenos produtores das regiões Norte e Nordeste do estado. A heveicultura, como é chamado o cultivo da seringueira, aparece também como uma alternativa economicamente viável para recuperação e aproveitamento das áreas de reserva legal.

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Café e borracha. Uma associação que pode parecer estranha para a maioria das pessoas é a aposta do Paraná para aumentar o lucro de pequenos produtores das regiões Norte e Nordeste do estado. A heveicultura, como é chamado o cultivo da seringueira, aparece também como uma alternativa economicamente viável para recuperação e aproveitamento das áreas de reserva legal.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) lança sexta-feira, em Maringá, na Cocamar, um programa de incentivo ao cultivo da seringueira, com apoio técnico de pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).

A opção por Maringá tem fundo agronômico. Mais quente que o Centro-Sul do estado, as regiões Norte e Nordeste reúnem condições de clima favoráveis à heveicultura. Segundo pesquisas do Iapar, seringueira e café se beneficiam. Além disso, o produtor garante renda mensal com a sangria da borracha enquanto espera a colheita do café.

A seringueira pode ser consorciada em todas as fases de sua vida. A meta do programa é aumentar a área da cultura dos atuais 800 hectares para 10 mil hectares em dez anos. Até fevereiro, Seab e Iapar vão capacitar 10 viveiros a produzir 550 mil mudas ao ano. Em 2009, será oferecido treinamento sobre técnicas de cultivo, manejo e sangria a cerca de 100 técnicos e extensionistas e até 5 mil produtores.

Para fomentar a alternativa, a Seab conta com recursos federais do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Propflora. Conforme a Emater, a implantação da seringueira custa R$ 4 mil e rende R$ R$ 6,5 mil (ao ano, do 7º ao 35º) por hectare. A seringueira leva entre seis a sete anos para começar a produzir. No final do ciclo, a árvore rende ainda madeira.

O secretário da Agricultura, Valter Bianchini, destaca o potencial da cultura no estado. Segundo ele, a demanda brasileira por borracha natural é de 300 mil toneladas por ano, mas o país produz somente um terço desse volume. A idéia é fazer do Paraná um expressivo produtor e atrair indústrias de beneficiamento e transformação. A reportagem, de Luana Gomes, foi publicada na Gazeta do Povo/PR, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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PEDRO DONIZETE DA COSTA
PEDRO DONIZETE DA COSTA

POÇOS DE CALDAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 26/11/2008

É consorciar e avaliar. Quem sabe, no futuro, substituir. Com os preços de custos e receitas que convivemos há muitos anos, está difícil se manter na cafeicultura.