O Código Comum para a Comunidade Cafeeira (4C) entrará em vigor no dia 1° de outubro, quando terá início a comercialização de café em grão cru produzido em conformidade com as normas e regras de sustentabilidade estabelecidas pelo programa. O anúncio foi feito na sexta-feira (21) em Berlim, na Alemanha.
Atualmente, 3,5% da oferta global de café, ou 4,4 milhões de sacas, já são produzidas de acordo com os critérios do 4C. O programa é uma iniciativa dos maiores compradores mundiais de café, entre eles Nestlé, Melitta e Sara Lee, que representam 50% do setor mundial de café. "Apresentamos hoje o que nos comprometemos a fazer quando começamos a projetar o código há mais de quatro anos: lançar um sistema de sustentabilidade que trouxesse benefícios reais para o setor em geral e para os produtores de café, especificamente", disse o presidente da Junta Executiva do 4C, o brasileiro Joaquim Libânio Ferreira Leite, também diretor de exportação da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé).
O 4C é um programa mundial de sustentabilidade para a cadeia do café baseado nos conceitos da preservação ambiental, com abrangência nas dimensões sociais e econômicas, especialmente para os produtores de café e notadamente os menores.
A meta é ampliar substancialmente a produção de cafés sustentáveis de modo a atender à crescente demanda destes produtos nos mercados mundiais, colaborando, ao mesmo tempo, para a melhoria das condições de vida e de trabalho dos cafeicultores.
Segundo informações da assessoria de imprensa da associação, projetos-pilotos para testar os sistemas e o modelo de verificação das propriedades rurais foram implantados em diversos países produtores de café.
No Brasil o trabalho foi realizado em fevereiro e março deste ano, sob a coordenação do Instituto Totum, parceiro oficial do 4C no Brasil. O resultado mostrou que a cadeia produtiva está preparada para garantir a oferta gradual e crescente de cafés em conformidade com o programa. "Os produtores brasileiros já se prepararam e podemos ter, no prazo de duas a três semanas, pelo menos 1,5 milhão de sacas de café padrão 4C", disse o diretor do Instituto Totum, Fernando Lopes.
As primeiras empresas a entrarem com o processo de solicitação de verificação do 4C foram as cooperativas Cocapec, de São Paulo, e a Cooxupé, de Minas Gerais. Os organismos certificadores são SGS do Brasil, a RINA e a Fundação Vanzolini, todas sob a coordenação do Instituto Totum.
Metas
A Associação 4C estabeleceu metas anuais ambiciosas de crescimento. Para o próximo ciclo cafeeiro (2007/2008), que se inicia em outubro, pretende aumentar o número de associados em todas as categorias em 50%. Atualmente, 54% da produção global de café, bem como as maiores empresas do mundo de comercialização, torrefação e fabricantes de café solúvel estão representadas pela Associação 4C.
Pretende também oferecer pelo menos 50 cursos de treinamento a produtores e parceiros de café em 12 países e realizar serviços de verificação em pelo menos 15 países, aumentando a rede de apoio 4C com novos parceiros públicos e privados. A meta é que até 2015, aproximadamente 50% da produção cafeeira global atenda aos critérios definidos pelo código.
Programa 4C começa a valer em outubro
O Código Comum para a Comunidade Cafeeira (4C) entrará em vigor no dia 1° de outubro, quando terá início a comercialização de café em grão cru produzido em conformidade com as normas e regras de sustentabilidade estabelecidas pelo programa. O anúncio foi feito na sexta-feira (21) em Berlim, na Alemanha.
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