Reunidos na Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg), representantes da cafeicultura mineira discutiram os prejuízos amargados pelos segmentos ligados à exportação, devido à valorização cambial no setor agrícola. Os produtores criticam o que classificam como uma "dura política econômica".
No ano passado, o pífio crescimento do agronegócio (0,35%) não foi suficiente para recuperar as perdas apuradas em 2005, quando a queda foi de 4,66% em comparação com o ano anterior, informou reportagem do jornal O Estado de Minas.
De acordo com o presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e produtor na região de Santa Rita do Sapucaí, Breno Mesquita, a taxa de câmbio tira a competitividade de vários setores produtivos do país e já ameaça inviabilizar a atividade exportadora.
Segundo ele, nos últimos dez anos, os custos da produção de café subiram 150% e os de mão-de-obra aumentaram 130%, enquanto o preço recebido pelo produtor foi elevado em apenas 69%. Por isso, o preço da saca de café no mercado internacional - entre US$ 130 e US$ 135 - remunera bem os competidores internacionais, mas não os produtores brasileiros.
Produtores mineiros criticam política econômica
Representantes da cafeicultura mineira discutiram os prejuízos amargados pelos segmentos ligados à exportação, devido à valorização cambial no setor agrícola. Os produtores criticam o que classificam como uma "dura política econômica".
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