Graças aos millennials que consomem mais café especial nos Estados Unidos, os produtores de Honduras estão vendendo mais grãos com atributos excepcionais e produzidos em fazendas localizadas a altitudes de mais de 1.300 metros sobre o nível de mar.
Segundo a Associação Nacional de Cafés dos Estados Unidos (NCA), os millennials consomem 44% do café gourmet comercializado por milhares de estabelecimentos. O estudo “Millennials: a linguagem do café e o papel da sustentabilidade”, realizado esse ano pela firma Datassential, com sede em Chicago, indica que quatro em cada 10 jovens (de 18 a 34 anos) preferem consumir café sustentável, com certificação de comércio justo, com selo de origem, orgânico ou com atributos especiais.
O comportamento dos millennials nos Estados Unidos é similar ao observado nos europeus, estimam os produtores de Honduras.
“O mercado está se abrindo pouco a pouco e os clientes a cada ano pedem mais cafés especiais”, disse o gerente da Cooperativa de Café Capucas Limitada (Cocafcal), Omar Rodríguez. Ele classifica esse comportamento como “um fenômeno”, pois nesses países, “há jovens que educam outros jovens a beber um bom café”.
O aumento no consumo nos Estados Unidos e na Europa tem beneficiado a Cocafcal nas exportações. Em 2015, a cooperativa vendeu 5,36 mil sacas de 60 quilos de cafés especiais a seus clientes. Nesse ano, venceu cerca de 7,66 mil sacas.
Companhias globais, como a Starbucks, compram os cafés especiais da Cocafcal. Também outras companhias, como as norte-americanas Ozo Coffee e Irving Farm compram o café hondurenho.
Em seus estabelecimentos norte-americanos, a Ozo Coffee promove o café especial orgânico produzido por Pedro Romero (das variedades Caturra, Catuai, Bourbon) produzido na fazenda situada a 1.350 metros sobre o nível do mar.
Na publicidade, a Ozo Coffee afirma que Romero “é um agricultor meticuloso e consumado que produz café muito saboroso em sua fazenda Los Pepitos. Temos comprado o café de Pedro desde 2011 e foi o primeiro produtor de café que veio nos visitar em Colorado. Sua prolífica experiência e conhecimento tem ajudado a produzir um café excelente ano após anos e seu café é de qualidade como sempre”, reafirma a Ozo Coffee em sua página na internet.
O café de Romero, que é um dos 1.000 afiliados da Cocafcal, apresenta acidez floral, um sabor de baunilha e outras notas gustativas de maçã e canela.
A ex-presidente da Associação de Cafés Especiais de Honduras (Aceh) considera que “em todas as regiões do país estão produzindo cafés especiais. São cultivados a uma altura acima de 1.300 metros e são vendidos em microlotes”.
“Com o café especial, o produtor tem várias vantagens. O preço que recebe equivale ao dobro do preço do café normal e mantém uma relação direta com o comprador. O comprador vem a Honduras, visita as fazendas, constata a qualidade e também faz recomendações”.
Peter Rodríguez, presidente da Aceh, disse que “em Honduras, também está aumentando a demanda” e acredita que “aqui há uma tendência a tomar melhores cafés”.
As informações são do La Prensa/ Tradução por Juliana Santin
Produtores hondurenhos exportam mais cafés especiais
Os produtores estão vendendo mais grãos produzidos em fazendas localizadas a altitudes de mais de 1.300 metros.
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