Produtores entregam Pacto do Café a governadores durante ato do PSDB

"Medidas anunciadas não foram suficientes", disse Anastasia (Foto: Jéssica Balbino/ G1)Durante o encontro da cúpula do PSDB em Poços de Caldas (MG) para celebrar os 30 anos "Declaração de Poços de Caldas" nesta segunda-feira (18), representantes de seis cooperativas de cafeicultores do Sul de Minas entregaram aos oito governadores presentes o "Pacto do Café". O documento traz 18 propostas para amenizar a crise enfrentada pelo setor.

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Durante o encontro da cúpula do PSDB em Poços de Caldas (MG) para celebrar os 30 anos “Declaração de Poços de Caldas” nesta segunda-feira (18), representantes de seis cooperativas de cafeicultores do Sul de Minas entregaram aos oito governadores presentes o “Pacto do Café”. O documento traz 18 propostas para amenizar a crise enfrentada pelo setor.

“À mesa, produtores, governo, instituições e sociedade na busca de uma solução para a cafeicultura brasileira”, é o que diz o documento assinado pela Cooxupé, Cocatrel, Cooparaíso, Cocapec, Coccamig e Minas Sul.

O governador do Estado, Antônio Anastasia, reconheceu que recebeu o pacto do café. “Já levamos ao Governo Federal a gravidade do problema do setor. Pessoalmente eu estive com a presidente Dilma Rousseff e mostrei a ela que a situação é muito grave, talvez a mais grave das últimas décadas e as medidas anunciadas pela presidente durante uma visita em Varginha (MG) não foram suficientes”, esclareceu.

Ainda de acordo com ele, o Estado não pode ajudar mais os cafeicultores da reunião.”É preciso que haja, pelo Governo Federal, a compra de número suficiente de sacas de café para que o preço volte a se estabilizar. O Estado tem a função política de cobrar e o Governo Federal, pela política econômica pode comprar o produto”, enfatizou Anastasia.

O pacto do café

O pacto do café trata-se de um documento com 18 propostas dirigidas ao Governo Federal para ajudar na recuperação do setor e aponta os principais problemas da cafeicultura e sugere soluções para diminuir a crise causada pelos baixos preços do produto.

O pacto trata questões como a compra de insumos e máquinas através das sacas de café, o que já é feito nas cooperativas. O pedido é que o governo financie a troca aceitando a saca como pagamento e que ela seja cotada a R$ 343.

Medidas federais

Durante uma visita a Varginha (MG) em agosto deste ano, a presidente Dilma Rousseff anunciou medidas para o setor cafeeiro, entre elas o lançamento de contrato de opções de venda para três milhões de sacas ao preço de R$ 343, com vencimento previsto para março de 2014. Além disso, o governo também vai financiar a estocagem do café.

As informações são do G1 Sul de Minas, adaptadas pelo CafePoint
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