Produtores de café da Guatemala estão preocupados que a ferrugem prejudique colheita

Uma rápida expansão na ferrugem do café, uma das doenças mais devastadoras, poderia prejudicar novamente a próxima colheita da Guatemala e danificar até 10% da produção, disse o presidente da associação de produtores do país, Anacafé.

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Uma rápida expansão na ferrugem do café, uma das doenças mais devastadoras, poderia prejudicar novamente a próxima colheita da Guatemala e danificar até 10% da produção, disse o presidente da associação de produtores do país, Anacafé. Desde a colheita passada, que terminou em abril, os produtores estão lutando com um novo tipo de ferrugem, que mata as folhas dos cafezais, minando seus nutrientes de tal forma que a debilitada planta produz poucos grãos.

A próxima colheita de 2012/13, que inicia em outubro na Guatemala, enfrentaria uma baixa de até 10% de sua produção se os produtores não agirem a tempo para combater a doença, disse o chefe da Anacafé, Ricardo Villanueva.

Cerca de 40% dos 274.000 hectares que a Guatemala destina à produção de café foram afetados pelo fungo da ferrugem na colheita de 2011/12 de maneira parcial ou completa. "Está muito difícil", disse Villanueva. "Se no ano que entrar não se combater bem, poderia haver uma baixa na produção a nível nacional de 10%".

Depois de dois anos de intensas chuvas, o fungo da ferrugem, que se propaga com a umidade, apareceu no final de 2011 na Guatemala, estendendo-se em zonas altas e em áreas que nunca tinham sido afetadas pela doença. "A ferrugem está sendo vista outra vez e teremos que ficar de olho nisso", disse o presidente da exportadora de café, Transcafé, Thomas Nottebohm.

Antes desse problema, a Anacafé estimou que a Guatemala poderia produzir 3,7 milhões de sacas de 60 quilos na colheita de 2011/12, mas os danos da ferrugem levaram a uma redução das expectativas de 8%. A Anacafé terá suas expectativas completas para a safra de 2012/13 em meados de agosto, disse Villanueva.

O chefe de uma cooperativa de café de 140 membros em Palin, Ladislao Guzmán, disse que três quartos dos membros produtores da sociedade poderiam registrar baixas de até 20% nos rendimentos nas próximas duas colheitas. "Fomos muito afetados pela ferrugem. Temos tentado combatê-la, mas tem sido difícil".

Devido à falta de recursos para comprar os compostos químicos caros para combater a doença, Guzmán disse que os produtores começaram a cultivar cafezais em áreas cobertas para se proteger das chuvas intensas.

A Guatemala, conhecida por suas variedades de café arábica de alta qualidade, exportou 2,65 milhões de sacas no ciclo de 2011/12, uma baixa de mais de 4% com relação ao mesmo período do ciclo anterior.

A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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