Produtores da região Sul e Sudoeste de Minas se unem para garantir benefícios do Governo Federal
Uma comissão formada por produtores de café do Sul e Sudoeste de Minas realizou uma nova visita em Brasília para solicitar medidas mais impactantes para o setor, pois o mercado vem sofrendo com os baixos preços. Diante da crise, os produtores se uniram para conseguir pelo menos duas safras de carência e 10 anos para pagar as dívidas. O governo federal confirmou que irá lançar mais 9 medidas para o setor nos próximos dias.
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O encontro ocorreu dia 6 de novembro com o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Geraldo Fontenelles. A comissão é formada pelo presidente da Comissão dos Cafeicultores do Sul e Sudoeste de Minas Gerais, Emidinho Madeira; presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nova Resende, Claudinei de Brito; pelos produtores Fernando Barbosa, de São Pedro da União, Chico Norinho, de Ibiraci e o presidente da Câmara do Café das Matas de Minas, Admar Soares.
Eles estiveram em Brasília para apresentar medidas para melhorar o mercado do café para o produtor. No Sul de Minas, a saca de 60 quilos do café de qualidade é negociada em torno de R$ 240, enquanto os custos giram em torno de R$ 340. Em Nova Resende, por exemplo, o café de qualidade está a R$ 200/saca, enquanto o grão sem qualidade está a R$ 180/ saca.
Ficou acordado que nos próximos dias o governo vai anunciar de oito a nove medidas para manter a atividade dos produtores. Os cafeicultores querem 10 anos para pagar as dívidas e duas safras de carência, já que uma será necessária para organizar a situação e a outra para começar a pagar as dívidas.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nova Resende avaliou que as medidas propostas pela comissão e o anúncio que será realizado nos próximos dias pelo governo federal vão melhorar o trabalho do produtor.
“Mesmo que todas medidas sejam atendidas pelo governo, não serão suficientes para sanar as dificuldades dos produtores, mas vão ajudar a amenizar os problemas com a safra. O produtor estava com a expectativa de que o preço do café seria vendido a R$ 340, e por isso melhorou o sitio, custeou lavouras, imaginando um preço melhor e um produto de qualidade. Mas nada disso aconteceu, o preço foi baixo e a situação complicou para o produtor”, disse Claudinei de Brito.
O presidente da Comissão dos Cafeicultores do Sul e Sudoeste de Minas Gerais, Emidinho Madeira, agradeceu todos os produtores que participaram da comitiva e foram a Brasília.
“É uma luta constante. Estamos esperando ansiosamente o anúncio das medidas em prol da família do café, porque todos os trabalhadores estão sofrendo com a crise. E por isso, peço que todos os cafeicultores aguardem as medidas que serão anunciadas nos próximos dias”, afirmou Emidinho Madeira.
As informações são da Folha da Manhã, adaptadas pelo CafePoint.
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