Produtores da região de Botucatu recebem certificação

A busca pela certificação é uma saída para remunerar melhor a atividade cafeeira e proporcionar sobrevida à cultura dos cafés tipo 2 e 3 em uma região privilegiada para este cultivo, em que predominam a altitude entre 750 e 850 metros; chuvas bem distribuídas (pouca chuva na época de colheita, mas com abundância no período de florada e formação de grãos) e solo arenoso, com pouca argila.

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Há décadas considerado ouro verde, o café do centro-oeste paulista está atrelado à certificação do selo verde. Entre os 61 associados, 27 produtores de café da Associação Giocondo Bassetto conquistaram a certificação Fair Trade (Comércio Justo), por meio da parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP) em Botucatu que proporcionou subsídios tecnológicos e disponibilizou recursos orçamentários, financeiros e orientações técnicas e metodológicas aos produtores.

No município de Pratânia, o produtor Sebastião Jair Gonçalves tem uma propriedade de 43 hectares, sendo que três deles são destinados ao cultivo de café. Gonçalves apostou no projeto de certificação para melhorar a colheita e o valor da saca do produto, que hoje está em R$ 250, preço considerado baixo para o mercado.

Ele escoou as 120 sacas de café produzidas em 2008 diretamente para uma cooperativa, na cidade de São Manoel. "Para mim, a certificação foi uma salvação da lavoura, porque é uma forma de fixar o homem no campo", conta.

De acordo com o oficial de enlace da Fair Trade International nas regiões Sul e Sudeste do Brasil e responsável pela aplicação das normas técnicas na propriedade, Reinaldo Rodrigues, a Associação Giocondo Bassetto é a primeira entidade certificada no Estado de São Paulo no setor cafeeiro. "Em média, as associações levam cerca de um ano para se adaptarem às normas técnicas e foi observado um processo evolutivo rápido".

Desde 2007, os participantes do Projeto de Agronegócios da Cadeia do Café, denominado "Do campo à xícara", aderiram às regras e requisitos de padrão internacional, que permeiam a relação entre comprador e fornecedor, na gestão da cadeia produtiva e comercial, referentes aos aspectos correspondentes ao meio ambiente, normas trabalhistas e legislação.

"Foi uma luta", define o presidente da Associação Giocondo Bassetto, Luíz Carlos Josepeti Bassetto, que pretende destinar a produção certificada para o Japão. "Ainda nesta semana, vamos fechar negócio com a MC Coffee do Brasil, pertencente à Mitsubishi. Se isso ocorrer, o valor agregado da saca de café vai aumentar em R$ 130, sendo que o preço atual no mercado comum é de R$ 240", explica.

Bassetto salienta que a busca pela certificação é a única saída para remunerar melhor a atividade cafeeira e proporcionar sobrevida à cultura dos cafés tipo 2 e 3, em uma região privilegiada para este cultivo, em que predominam a altitude entre 750 e 850 metros; chuvas bem distribuídas (pouca chuva na época de colheita, mas com abundância no período de florada e formação de grãos) e solo arenoso, com pouca argila.

As informações são do Diário de Comércio, Indústria & Serviços, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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