Assim como na edição anterior, mais um café da Chapada Diamantina se destacou. Antonio Rigno, da Chácara São Judas Tadeu, em Piatã (BA), voltou a vencer o nosso Concurso ao atingir a maior nota de sua origem: 8,71, com 88,75 na SCA. Já na categoria Canéfora, destaques para os cafés de Edalmo Pessin, do Caparaó, e Angela Maria Coutinho, das Matas de Rondônia, que atingiram as notas de 8,38 e 8,25, respectivamente.
Neste ano, o certame bateu seu recorde de amostras recebidas. Ao todo, foram 84 cafés analisados, 65 da espécie arábica e 19 da canéfora. Na última edição, o total foi de 63 amostras.
Análise
Após serem recebidas, as amostras foram registradas, codificadas e apresentadas ao júri técnico para uma pré-seleção, onde foram classificadas quanto ao tipo, cor, aspecto, umidade, atividade de água, defeitos e à qualidade da bebida. Depois, foram separadas de acordo com as espécies e avaliadas em prova cega, seguindo a metodologia do Programa de Qualidade do café (PQC). Nesta fase, foram classificados os lotes que atingiram pontuação mínima admissível para o leilão, ou seja, 7.3 pontos na escala PQC e o resultado contribuiu com peso de 90% na nota final. Os outros 10% foram cumpridos com o quesito Sustentabilidade, que avaliou certificados emitidos por organizações reconhecidas nacional ou internacionalmente ou o questionário fornecido pela Comissão Organizadora.
Repescagem
Novidade nesta edição, os segundos melhores cafés de cada origem que atingiram nota final acima de 8,0 foram selecionados a participar do leilão. Nessa lista, destaque também para a Chapada Diamantina, na categoria Arábica, com o café de Michael Freitas de Alcântara, da Fazenda Divino Espírito Santo, em Piatã (BA), com 8,70 e 87,25 na SCA. Já na categoria canéfora, Matas de Rondônia se destacou novamente, com o café de Dione Mendes Bento, do Sítio Rio Limão, em Cacoal (RO), com nota de 8,24 e com 82,75 na SCA.
Confira abaixo os produtores vencedores: