Produção de cafés certificados cresce no Brasil

O Brasil é o primeiro colocado no ranking da produção mundial de café, com cerca de 50 milhões de sacas geradas em 2012. O país também é líder na produção de grãos com certificações internacionais e já tem três regiões com Indicação Geográfica de Procedência (IGP)

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O Brasil é o primeiro colocado no ranking da produção mundial de café, com cerca de 50 milhões de sacas geradas em 2012. O país também é líder na produção de grãos com certificações internacionais e já tem três regiões com Indicação Geográfica de Procedência (IGP)

“Em 2013, fomos responsáveis por 8% da produção de cafés certificados. Em 2015, a previsão é que esse número suba para 25%”, afirmou Gilman Viana, da Comissão de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), durante a palestra na Semana Internacional do Café, que ocorreu em Belo Horizonte.

“Os cafeicultores brasileiros precisam aumentar a tecnologia e a inovação e ao mesmo tempo se adequar à questão ambiental, seus aspectos legais, econômicos e tecnológicos”, afirma Gilman. Para ele, o novo código ambiental irá pressionar os produtores a buscarem alternativas de produção para não perder produtividade e renda.

O especialista também destacou no encontro a concorrência cada vez maior do Vietnã, que pode interferir diretamente na competitividade brasileira. Esse país alcançou a segunda posição no ranking mundial, com 24,8 milhões de sacas em 2012. Para se ter uma ideia do crescimento alcançado pelo país asiático, vale dizer que em 2008 a produção era de 4 milhões de sacas. A forte presença do Vietnã também trouxe como consequência o do volume de café do tipo robusta (ou conilon) no mercado internacional, tendo em vista que praticamente todo café plantado naquele país e no continente asiático é dessa variedade.

O Brasil produz tanto a robusta quanto a arábica e robusta (ou conilon). A primeira variedade corresponde a 77,12% do volume e tem como maior produtor o estado de Minas Gerais. Já os grãos robusta representam 27,88% do total nacional e são produzidos em maior parte no Espírito Santo. O arábica é um café mais fino, de qualidade superior e, por isso, usado em bebidas especiais. Já o robusta, usado em café espresso e instantâneo, em geral tem custo inferior ao arábica.

As informações são da Agência Sebrae de Notícias, adaptadas pelo CafePoint
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