Produção de café em Cuba se recupera após reformas

Cuba parece estar recuperando sua baixa produção de café e se aproxima do objetivo de produzir 6.700 toneladas do grão semi-processado, 20% a mais que na colheita passada, segundo informaram fontes da indústria.

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Cuba parece estar recuperando sua baixa produção de café e se aproxima do objetivo de produzir 6.700 toneladas do grão semi-processado, 20% a mais que na colheita passada, segundo informaram fontes da indústria.

A província de Santiago de Cuba, a maior produtora do país, disse que estava chegando ao fim de uma bem-sucedida colheita. "Com 1,485 milhão de latas de café colhidas, a província de Santiago de Cuba cumpriu o estimado", disse o governante do Partido Comunista, Sierra Maestra.

O chefe do setor na região, Rolando Ramos, disse que o obtido representa 2.697 toneladas, rendimento de acordo com o planejado e que significa um crescimento de 5% com relação à colheita anterior. Cuba registra sua produção em latas. Uma tonelada de café equivale a 550,6 latas.

A colheita do grão começa em agosto e termina em março, ainda que a maior parte da colheita seja feita entre outubro e janeiro. Uma fonte da indústria da província de Guantánamo, a segunda maior produtora da ilha, disse que estaria 10% abaixo do plano de 1,1 milhão de latas devido a problemas relacionados com os furacões de 2008 que destruíram as proteções contra o sol e arrancaram as plantas.

As autoridades esperam que as províncias de Granma e Holguín quase alcancem seus planos de produzir um total de 600.000 latas. O resto do país colheria 500.000 latas, segundo fontes da indústria. Isso sevaria a produção total da estação para 3,58 milhões de latas ou 6.500 toneladas do grão semi-processado.

Cuba tem 35.000 produtores locais que, em troca de créditos com juros baixos e subsídios devem vender todo o café que produzem ao Estado a preços abaixo do mercado negro. Analistas calculam que, entre 10% e 20% da colheita, foi desviada, ainda que recentes aumentos nos preços que o Estado paga possam ter diminuído o fluxo.

O rendimento das plantações do país, que na época da revolução em 1959 produziam 60.000 toneladas de café, caiu muito desde então.

O Estado cubano tem arrendado cafezais abandonados para centenas de pessoas dispostas a cultivá-los, como parte das reformas empreendidas pelo presidente Raúl Castro nos últimos anos. Os responsáveis locais pela Agricultura, que receberam mais poderes graças às reformas, têm trabalhado para melhorar a preparação da colheita. O Governo de Cuba quase triplicou o preço que paga aos produtores pelo café. O Governo quer elevar a produção anual para entre 28.000 e 30.000 toneladas em curto prazo, equivalentes aos níveis produzidos na década de 1970.

A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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