Foto: Gui Gomes/Café Editora
Apesar de ficar bem atrás dos principais produtores de café do mundo, como o Brasil e o Vietnã, a produção de café da índia poderia apoiar os preços globais, que essa semana estão sendo negociado perto de seu nível mais baixo em mais de um mês.
"Este ano estamos tendo chuvas mais baixas do que o habitual", disse o presidente da Associação de Produtores de Karnataka (KPA), M.M. Chengappa, prevendo que a produção do país pode cair para cerca de 300 mil toneladas na safra 2017/2018, que começa no dia primeiro de outubro. O volume representa 5,3% a menos em relação ao ano anterior e o menor volume desde 2009/2010.
Os distritos de Kodagu, Chikmagalur e Hassan de Karnataka representam dois terços da produção total de café da Índia. Eles receberam uma terceira temporada mais fraca de chuvas do que o habitual desde o início da temporada de monções, em 1º de junho.
"A seca e a luz do sol aumentaram a infestação da praga branca do caule", disse Chengappa, referindo-se a um besouro que pode atacar os cafezais arábica. De acordo com ele, a produção da espécie pode cair para 90 mil toneladas esse ano. Na temporada anterior, foram produzidas 96.200 toneladas.
Em relação a produção de conilon, o volume pode cair para 210 mil toneladas, em comparação com as 220,500 toneladas da safra passada. Segundo o produtor Anil Kumar Bhandari, o número é consequência das poucas chuvas que atingiram a plantação durante o estágio de floração, em março. "Agora, as chuvas de monção podem atrasar o desenvolvimento da safra", disse.
A Índia exporta três quartos da sua produção. Itália, Alemanha e Bélgica são os principais compradores do produto, pagando um valor superior aos preços globais.
As informações são da Reuters/ Tradução Juliana Santin