Produção de café da Colômbia em 2012 é incerta após o inverno

O gerente da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia, Luis Genaro Muñoz, reconheceu que a Colômbia fechou 2011 com a produção mais baixa dos últimos 15 anos: 7,551 milhões de sacas de 60 quilos. O principal problema, disse Muñoz, foi o inverno, ocasionado pelo fenômeno La Niña e a infestação de ferrugem nos cafezais do país.

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O gerente da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia, Luis Genaro Muñoz, reconheceu que a Colômbia fechou 2011 com a produção mais baixa dos últimos 15 anos: 7,551 milhões de sacas de 60 quilos.

"Não temos permitido que as dificuldades e baixas produtividades dos últimos anos nos façam falhar em nosso grande propósito: a reconversão", disse ele à publicação "Al Grano", da própria Federação. O principal problema, disse Muñoz, foi o inverno, ocasionado pelo fenômeno La Niña e a infestação de ferrugem nos cafezais do país.

Na nota, o gerente solicitou aos cafeicultores que tenham uma cafeicultura "climaticamente inteligente", pondo em marcha nas fazendas várias estratégias, como ter um plano de renovação com a variedade Castillo, o manejo das densidades ou número de cafezais por hectare, o manejo sanitário dos cultivos (para a ferrugem ou broca), o manejo adequado das sombras, e dar um manejo adequado aos solos.

Muñoz é otimista com relação a um melhoramento dos indicadores de café esse ano, devido aos altos níveis de renovação da área cultivada, que somou 117.000 hectares no ano passado, o que permitirá ao setor conseguir uma maior produção e produtividade, mesmo com as condições climáticas não sendo as melhores.

"Enfrentar com inteligência os efeitos da variabilidade climática é o desafio prioritário para esse ano. Como nem todas as suas seqüelas se manifestam igualmente nas diferentes zonas cafeeiras, estão proscritas as soluções únicas e somos receptivos para adotar novos conceitos e utilizá-los quando se comprove sua pertinência em benéfico da sustentabilidade de nossa cafeicultura".

No campo da comercialização e do valor agregado, a Federação espera que as exportações de cafés especiais sigam acima de um milhão de sacas anuais, enquanto anuncia uma segmentação do negócio, segundo as necessidades dos clientes. Isso, sem descuidar do consumo interno, apoiando campanhas como a iniciativa Toma Café e a consolidação das lojas Juan Valdez e sua expansão, tanto local como internacional. Em geral, Muñoz não projetou dados de produção ou exportações, mas convidou os produtores a seguir as recomendações.

A reportagem é do Portafolio, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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