Ainda que os cafeicultores saibam que parte da perda de competitividade no setor é por causa dos altos custos de produção, um primeiro relatório feito pela Comissão Estratégica para Competitividade da Cafeicultura não somente ratificou o que os produtores já sabiam, mas também, os colocou em um contexto internacional que deixa a cafeicultura em má posição nessa questão.
Na Colômbia é 11% mais caro produzir café, comparado com os 29 países produtores medidos, enquanto em 2008, esses custos eram 29% mais baixos. Os dados são de um estudo contratado pela Comissão Estratégica, encabeçada por Juan José Echavarría, e encarregada pelo Governo para analisar a situação do setor, determinar falências e buscar soluções aos problemas estruturais. O estudo foi feito pela consultora internacional Landell Mills, que analisou a competitividade nos custos de produção da cafeicultura colombiana comparada com 29 países.
Uma segunda conclusão da análise como derivação do aumento nos custos é de que a Colômbia passou do 8° lugar para o 18o lugar na competitividade nos custos de produção, entre as 29 nações produtoras.
A perda da competitividade está centrada na mão de obra, cujos valores são superiores aos dos competidores como Brasil e Vietnã; insumos mais caros e a valorização do peso, que afeta o rendimento.
Um documento do Conselho Nacional de Política Econômica e Social (Conpes), divulgado no final de agosto, ratifica que a mão de obra representa para o setor 60% dos custos. Isso quer dizer que produzir uma arroba de café custa atualmente 65.000 pesos (US$ 33,53) e a mão de obra é responsável por 39.000 pesos (US$ 20,12), quando o rendimento real hoje é de 44.000 pesos (US$ 22,70) por arroba. Os fertilizantes compõem 20% e o restante está explicado no transporte, controle de pragas, benefícios, entre outros. Um relatório da Organização Internacional de Café (OIC) indica que, desde 2004, a Colômbia vem sustentando os custos mais altos entre Equador, Guatemala, Brasil e Costa Rica.
Porém, os cafeicultores acrescentam a isso a valorização. “Houve redução nos últimos anos de 40% da competitividade pelo rendimento e nos querem dizer que sejamos mais produtivos quando o Governo deve assumir sua responsabilidade”, disse o membro do Comitê de Cafeicultores de Risaralda, Alejandro Corrales.
Porém, os custos são um dos pontos entre todos os outros analisados pela comissão, que não terminou de formar seu comitê diretor de sete membros. Echavarría, como cabeça desse grupo, já recorreu grande parte dos comitês departamentais, mas sua passagem tem gerado preocupações. Entre alguns assuntos levantados por ele e que inquietam os cafeicultores estão a iniciativa de plantar cafés robustas, que têm menor custo e são uma variedade cujo consumo está crescendo mais que o arábica; tirar da Federação a função de regulamentação; que o Governo não participe na institucionalidade e migrar para um esquema cooperativo, como existe no Brasil.
O membro de Caldas do Comitê Nacional de Cafeicultores, Eugenio Vélez, diz que plantar café robusta não ajuda na competitividade. “Esse é outro negócio diferente”. Outros membros dizem que a comissão sabe muito de números, mas pouco do campo.
A reportagem é do http://www.latarde.com.
Produção de café da Colômbia é a mais cara entre 29 países
Ainda que os cafeicultores saibam que parte da perda de competitividade no setor é por causa dos altos custos de produção, um primeiro relatório feito pela Comissão Estratégica para Competitividade da Cafeicultura não somente ratificou o que os produtores já sabiam, mas também, os colocou em um contexto internacional que deixa a cafeicultura em má posição nessa questão.
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