Na última sexta-feira (18/01), a Cooxupé sediou a primeira reunião do ano da CNC – Conselho Nacional do Café – órgão presidido por Silas Brasileiro e que tem como intuito a contribuição para o desenvolvimento sustentável do grão produzido no país. Além de representantes da entidade, o encontro contou com diretores das cooperativas Cocapec, Cocatrel, Minasul, Cooparaíso e Coccamig, que juntas detém mais de 20 mil cooperados. O principal tema debatido no encontro foi a formação de uma aliança entre cooperativas de café para incentivar a mecanização da lavoura cafeeira.
A proposta, levantada pelo CNC, é a de tornar viável para o produtor a venda de máquinas específicas que contribuam com a lavoura de café de forma sustentável. Segundo o presidente da COOXUPÉ e diretor da CNC, Carlos Paulino da Costa, a mecanização da lavoura é extremamente importante, principalmente pela falta de mão de obra e os altos custos. “Um importante passo foi dado hoje. A união de cooperativas para auxiliar o pequeno produtor a ter a possibilidade de mecanizar os processos de sua lavoura poderá contribuir tanto para o mercado de café, com a redução de custos, quanto para a indústria, incentivando pesquisas e a produção de maquinário em série”, analisa.
Como funcionaria o consórcio
Algumas cooperativas de café já possuem máquinas específicas para processos como a “varreção” da lavoura – última etapa da colheita que realiza a catação dos grãos e gera altos custos para o produtor com a mão de obra. O consórcio entre as cooperativas administraria estas novas tecnologias, apresentando para a indústria um modelo viável de produção em série que seria vendido ao produtor. O modelo de negócio ainda está em estudo, mas o consórcio coordenaria as pesquisas, necessidades de novas máquinas, entre outras ações.
Certificação e as Estatísticas divulgadas
Além de trazer a possibilidade de mecanizar a lavoura de café através da junção de cooperativas, a reunião, presidida por Silas Brasileiro, também levantou dois temas de importância para o setor: certificação e as estatísticas divulgadas no segmento. De acordo com Brasileiro, existe uma desigualdade na comercialização do café do Brasil no exterior, com a grande exigência de certificações e regulamentações para a venda do grão. Em contrapartida, o produto é comercializado pelo mesmo valor do grão produzido em outros países. “Queremos, através da OIC, diminuir esta diferença”, argumenta.
O presidente da CNC também pretende levar para OIC – Organização Internacional do Café – a proposta para que o Brasil assuma a coordenação de um órgão para fazer a avaliação das estatísticas do setor. “Os números atualmente são desencontrados. Conhecendo eles melhor, temos como planejar melhor”, finaliza.
As informções são Cooxupé, adaptadas pelo CaféPoint.
Primeira reunião da Conselho Nacional do Café em 2013
Encontro se deu na última sexta-feira (18/01) na Cooxupé e teve a presença de diretores da CNC, entre eles o presidente, Silas Brasileiro, e representantes de importantes cooperativas de café. O principal tema debatido no encontro foi a formação de uma aliança entre cooperativas de café para incentivar a mecanização da lavoura cafeeira.
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RENATO REZENDE PAIVA
VARGINHA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 23/01/2013
Os temas discutidos são muito importantes, questões que estão a muitos anos em pauta e não se consegue coloca-las efetivamente em andamento; Mas o mais importante no momento é o ordenamento da oferta e a adequação dos preços; Sei que tem propostas aceitas e em discussão , quais sejam : alongamento do prazo das estocagens e estudo de um novo "pepro" , mas a verdade é que o produtor vem sofrendo e não consegue esperar pelos "efeitos" das medidas. O certo para o momento seria , "ate baseado no artigo da Natalia Fernandes da C.N.A. ", sobre custos de produção que se chega a um custo medio de mais de R$300,00 por saca,baseado em estudos da ufla , e reunir-se com a conab para que seja feito nova planilha de custo de produção , o que norteia as politicas publicas. Assim com o novo preço minimo , que deve girar em torno dos R$300,00 , mais o carrego e mais 10% possiveis legalmente , poderiamos estabelecer recebimentos de estocagem com recursos do FUNCAFÉ , em café,por aproximadamenre R$360,00/saca, o que balizaria os preços , talvez sem quase nenhuma entrega;
é O QUE ESPERAMOS DOS REPRESENTANRES NESTE MOMENTO.
Renato R. Paiva
é O QUE ESPERAMOS DOS REPRESENTANRES NESTE MOMENTO.
Renato R. Paiva