Preços podem se manter firmes por quatro safras

Em entrevista ao programa Mercado e Cia, do Canal Rural, Marlon Braga Petrus, trader na Cooparaíso comenta que a falta de café de qualidade no mercado mundial pode segurar preços firmes por quatro safras. Ele pondera que apesar de existir o risco de declínio nos preços, a previsão que fica é de que os preços se sustentem pelo menos por mais quatro safras.

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Em entrevista ao programa Mercado e Cia, do Canal Rural, Marlon Braga Petrus, trader na Cooparaíso comenta que a falta de café de qualidade no mercado mundial pode segurar preços firmes por quatro safras.



Em mais um dia de altas no mercado internacional, o café sobe forte na Bolsa de Nova York e a saca corrige valores no mercado físico brasileiro. Café natural tipo 6 já vale R$ 315,00, enquanto o cereja descascado, grande surpresa desta nova safra, bate em R$ 400,00. O reflexo no Brasil pode ser visto como efeito cascata no crescimento econômico das regiões produtoras.

Marlon Braga Petrus, trader na Cooparaíso, aconselha ao produtor a começar a realizar seus negócios a fim de aproveitar o valor atual remunerador para seu custo de produção, no entanto, é importante estar atento às previsões do mercado que se divide em dois cenário: o primeiro é manter as vendas na expectativa de que as cotações permaneçam em elevação, mas por outro lado, ele pode segurar seu produto e correr o risco de o mercado cair, aí não terá suporte financeiro para programar próxima safra.

Os fundos, que atualmente estão lucrando com as altas tanto do café como de outras commodities agrícolas, podem liquidar suas vendas e fazer o mercado cair, mas para o momento, não existe fundamentos que os levem a vender seus contratos.

Petrus avalia que o mercado está em um constante processo de alta e as estimativas sugerem que os estoques mundiais de cafés de qualidade estejam apertados pelos próximos cinco anos e podem se manter acima dos custos de produção do cafeicultor. Assim, apesar de que durante esse período exista o risco de declínio nos preços, a previsão que fica é de que os preços se sustentem pelo menos por mais quatro safras.

As informações são do portal Notícias Agrícolas, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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Joe Ferraz Prado Filho
JOE FERRAZ PRADO FILHO

SANTOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 06/08/2010

Concordo que devemos hoje produzir pelo menos 60 milhões de sacas para haver folga no mercado ,e creio que certamente teremos preços elevados para estes proximos anos principalmente com qualidade ,também digo que estoque de NY são de cafés velhos e pelo que sei é muito pouco assim como aqui no Brasil ,mas creio que deveriam pressionar o governo para incentivar os hedges de cafés para produtores isentando dos impostos para operações em bmf.

Um dos alvos seriam as compras de opções tanto para call como para put pois caso o produtor necessite vender para aproveitar um preço ou para custear a colheita ele vendendo parte mas acreditando em preços melhores poderia comprar call e no caso de o preço estar compensatório para ele poderia comprar put e garantir um preço bom ,assim também deveriam pressionar a bolsa bmf a aceitar cafés tipo 6 bica corrida ou padrão aceito pelo governo em tempos de leilões da conab e facilitar a entrega fisica do produto e não deixarem que acabem com a verdadeira finalidade da bolsa de proteger o investidor de eventuais quedas ou altas .

Hoje muitos beneficios que deveriam vir para o produtor vão para os intermediários exportadores e cooperativas é o caso do pis e confins que para o produtor que vende ao exportador quase sempre é descontado no preço e no caso das cooperativas o produtor fica obrigado a se filiar para não ser descontado o imposto ,além dos diferenciais que abriram bem e remunera ainda mais as vendas nas exportações mas não é repassada ao produtor.

Creio que produtores grandes que colhem seus cafés com máquinas ainda sobrevivem pois tem preços de custo menores mas os pequenos estão no bico do corvo com custos superiores a 320,00 por saca com toda certeza ,além de todas normas trabalistas e impostos assim como regularizações de terra e exigencias que são de 1o mundo ao qual ainda a agricultura não esta pronta para enfrentar, como leis trabalistas instalações para funcionários melhores até que suas próprias casa, isto entre outras muitas , sei e creio: ha muito interesses de muito e muitos para uma reforma mais comedida e igualitária para todos .

Sei que nos é pedido muito ,mas não vejo nenhum beneficio para o cafeeicultor simplesmente sinto saudades quando haviam maquinistas e comerciantes que ajudavam e davam ao mercado mais opções de negociação ,o que vejo é um crescente monopólio deste mercado infelizmente manipulado e dirigido pelos grandes e poderosos que comandam estas associações que dizem e falam pelos produtores .

Hoje pelo menos 40% de toda safra já fora vendida a tempos atrás para serem fixadas ou não , com isto o produtor já vendeu seu produto , se ocorrer uma geada gostaria de saber quais as consequencias , já que a falta de recursos e juros que se dizem baixos ajudam a afundar ainda mais os produtores é como se diz quando estivermos com a agua no nariz abaixam um pouco para não merrermos afogados e depois tornam a encher ,está é a realidade infelizmente .

Que DEUS abençõe todos produtores
Artur Queiroz de Sousa
ARTUR QUEIROZ DE SOUSA

CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 03/08/2010

Parabéns pelas informações aqui colocadas. Acredito também que os fundamentos são para um mercado comprador, contudo não podemos deixar de observar que as bolsas tem mais de cinquenta porcento de negócios mantidos pelos fundos, e isso é muito alto, o que permite especulações muito significativas. Não podemos deixar de enxergar a cafeicultura descapitalizada, e que o produtor não meios financeiros para se manter na atividade, e a rolagem de dívidas está cada vez mais dificil. Não seria o momento do produtor escalonar suas vendas, mas diminuir o grau de endividamento, e reduzir sua área, cuidando somente dos talhões que podem lhe render melhor produtividade, assim manter baixo os níveis de oferta de café, já que somos lideres na produção?