Preços em alta levam cafeicultor a exportar mais

No dia 6 de março de 2007 a tonelada do conilon com vencimento em maio de 2008 estava cotada na Bolsa de Londres (Liffe) a US$ 1.484. No dia 6 de março deste ano o grão com vencimento para o mesmo período fechou a US$ 2.628 a tonelada, com pico de US$ 2.815 a tonelada no dia. Esse valor representa 77,08% de alta. "Dessa vez o preço no mercado internacional explodiu e isso pode gerar problema para a indústria. O produtor disponibilizou menos para o mercado interno e parte do café que antes não estava comprometida com a exportação, agora está", comentou o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach. Entretanto, diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic), Nathan Herszkowicz, não acredita em problemas de desabastecimento. "Neste ano de safra maior vamos estar equilibrados, mas há uma preocupação quanto ao ano que vem", admitiu.

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De olho na alta dos preços e escassez do produto no mundo, os cafeicultores produtores de conilon devem destinar parte significativa dos grãos à exportação. Com isso, a indústria brasileira deve ter dificuldade para formar estoques.

Para se ter uma idéia da valorização do produto, no dia 6 de março de 2007 a tonelada do conilon com vencimento em maio de 2008 estava cotada na Bolsa de Londres (Liffe) a US$ 1.484. No dia 6 de março deste ano o grão com vencimento para o mesmo período fechou a US$ 2.628 a tonelada, com pico de US$ 2.815 a tonelada no dia. Esse valor representa 77,08% de alta.

"Dessa vez o preço no mercado internacional explodiu e isso pode gerar problema para a indústria. O produtor disponibilizou menos para o mercado interno e parte do café que antes não estava comprometida com a exportação, agora está", comentou o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach.

Nem mesmo a depreciação do dólar deixou os preços internacionais menos atraentes do que no mercado interno. Só no último mês a receita com as vendas externas chegou a US$ 339,75 milhões, o que representa um incremento de 18,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Entretanto, diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic), Nathan Herszkowicz, não acredita em problemas de desabastecimento. "Neste ano de safra maior vamos estar equilibrados, mas há uma preocupação quanto ao ano que vem", admitiu, segundo reportagem do Diário do Comércio e Indústria/SP.

"A oferta está normal, mas houve uma reação de preço em função da alta no mercado internacional", observou o coordenador administrativo da Indústria Santa Clara, Everardo Pessoa. Segundo ele, a empresa procura manter o estoque regulador alto e passou a realizar compra futura com retirada após 90 dias.

Para o coordenador de compra de matéria-prima da Cia Cacique, Erivelton Barbosa, o problema é o repasse da alta ao consumidor. "Nós fazemos diversos blends e adquirimos a matéria-prima a um preço variado, mas a alta pode trazer algum impacto no consumo", reconheceu.

Enquanto as indústrias preparam um reajuste, os importadores alemães, seguidos pelos norte-americanos, continuam sendo o principal mercado do café brasileiro. Além deles, neste início de ano a Bélgica aumentou em 61,49% suas importações de café.
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