Preço mínimo de R$307,00 seria anunciado nesta quinta-feira (03/05)
Preço mínimo de R$307,00/saca deveria ser anunciado nesta quinta-feita pelo Ministro da Agricultura, mas coletiva foi cancelada. Falta de consenso sobre o valor teria sido o motivo do cancelamento do anúncio. Na versão oficial faltavam as assinaturas dos Ministros para validar decisão. "Mais uma vez o governo não aprendeu, não ajuda o produtor, não tem a mínima sensibilidade e não faz o dever de casa", afirma Carlos Melles, presidente da Cooparaíso.
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No entanto, o presidente da Cooperativa de São Sebastião do Paraíso (Cooparaíso) e ex-ministro, Carlos Melles, defende que o valor ideal para o mercado seria R$ 340/sc e lembra que o preço mínimo é referência para a criação de políticas governamentais para financiamento de safra, colheita, comercialização, armazenagem, programa de opção e PEPRO.
Ao contrário do que se especula, o valor não impacta no bolso do consumidor, muito menos na inflação. Para Melles, “o governo tem que servir de muralha e proteção para o produtor” a fim de estimular a produção da cultura existente em mais de 1.800 municípios brasileiros.
Ainda insuficiente, o valor de R$ 340/sc só se faz eficiente para a cultura do café no Brasil se adicionado em políticas públicas semelhantes às de 2002, visto que, de lá pra cá, os custos para produzir foram muito elevados e a média de produtividade brasileira é de 20 sacas por hectares.
Sem previsão para efetivar o anúncio do reajuste, o setor deve continuar a amargar muita volatilidade tanto no mercado físico quanto no internacional, haja vista que a safra brasileira está em curso. “Mais uma vez o governo não aprendeu, não ajuda o produtor, não tem a mínima sensibilidade e não faz o dever de casa que é a responsabilidade dele: botar um plano de safra em março porque agora a safra já está em curso”.
Para o presidente das Comissões de Café da entidade e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita, o setor produtivo tem recebido com grande estranheza o adiamento da decisão. “É uma sensação de surpresa e, ao mesmo tempo, de descaso ao perceber que o Governo não valoriza o trabalho de uma entidade como a Conab, que é o órgão oficial de levantamento do país”. Mesquita também destacou a desmotivação dos cafeicultores em função da demora do novo mínimo. “A falta de garantias coloca um freio no setor produtivo. O produtor tem feito sua parte, mas se ele não vislumbra preços que cubram sequer seu custo e não há apoio governamental para trabalhar este cenário, o resultado é desolador. É um impacto na vida de mais de oito milhões de brasileiros que vivem de forma direta ou indireta do setor cafeeiro”.
Confira abaixo entrevista com Carlos Melles:
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As informações são de Notícias Agrícolas e da Faemg, adaptadas pelo CaféPoint.
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