Preço do café é o mais baixo dos últimos quatro anos
Os produtores de café amargam o pior preço dos últimos quatro anos. A saca de 60 quilos, que em 2010 chegou a ser vendida por US$ 309, está sendo comercializada por menos da metade do preço. Segundo especialistas, a explicação pode ser a quantidade menor de contratos futuros firmados para esta safra. Nem as medidas anunciadas pelo governo brasileiro animam o setor.
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Mais de 50% da safra de café 2013/2014 já foi colhida. Até setembro, final do ciclo, a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é chegar a 48 milhões de sacas de café. Para um ano que não é de produção cheia, o volume foi positivo e se aproximou do número da última safra, que chegou a quase 51 milhões de sacas.
A safra passada começou com um número significativo de contratos futuros, este ano foi diferente.
"Qualquer melhora de preço no mercado traz um volume muito grande de venda no café. O que foi isto? A safra do ano passado entrou com uma parte maior fixado, vendido antecipadamente. Então, isto tira um pouco café do mercado. Este ano já tinha expectativa que tinha muito pouco fixação por conta dos preços baixos, que se viu nas épocas das fixações do final para o começo deste ano. A gente não viu muita fixação", disse o analista de mercado Roberto Costa Lima.
Mesmo com a onda de frio do mês passado, que atingiu as regiões produtoras no norte do Paraná, e interior de São Paulo e Minas Gerais, a produção da safra atual não deve ser prejudicada, segundo o analista de mercado, Eduardo Carvalhaes.
"O mercado não trabalha com a expectativa de faltar café, sobrou café da safra anterior. Não sabemos quanto café sobrou, mas o governo não divulgou o estoque de passagem no final de junho. Então, o mercado não sabe este número, o mercado estima que sobrou café. Alguns compradores falam em 10, 12 milhões de sacas. Acho exagero, mas este número corre no mercado porque não existe um número oficial de estoque de passagem no final de junho. Esta safra esta atrasada, mas agora acelerou a colheita. A qualidade da safra não deve ser boa, choveu no começo da colheita, mas deve ser suficiente para necessidade brasileira de exportação e consumo nesta safra", destaca o analista.
Na semana passada o governo anunciou que vai adquirir três milhões de sacas e marcou um leilão de opções para o mês de março. Para o próximo ano o cenário não é animador. A safra deve ser cheia e o volume produzido maior. A tendência é que os preços se mantenham estáveis, em muitos casos não cobrindo nem os custos dos cafeicultores.
"O ano de 2014 terá uma safra maior, safra das grandes. A expectativa é para números bastante grandes em termos históricos. De qualquer jeito, tem que ficar de olho nos outros produtores mundiais. A gente não produz café sozinho, então, tem que ver o que vai acontecer nos outros produtores", disse.
As informações são do Canal Rural, adaptadas pelo CaféPoint.
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BREJÕES - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 21/12/2013

ARAGUARI - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 03/11/2013

GARÇA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 20/08/2013
Somente para esclarecer minha linha de pensamento, para enxugar 3 milhões de sacos nas operações atuais, serão gastos algo em torno de 10,2 bilhões; a ideia seria propor que o cafeicultor que comprovadamente reformar drasticamente 30% de sua lavoura recebesse um estimulo de R$50,00 por saco(para venda imediata) e a cooperativa ou exportadora que fizesse sua exportação imediata recebesse o mesmo estimulo na casa dos R$20,00 por saco. Um pouco acima cada ou um pouco abaixo, estimulariamos a entrada de 10 milhões e alguma coisa de sacos de café no mercado mundial, o suficiente para abalarmos varios de nossos concorrentes durante o periodo corrente. Com as reformas em aproximadamente 30% da area agindo em conjunto com os estimulos, manteriamos as operações das cooperativas, reduziriamos a produção nas proximas safras e o dinheiro retornaria ao governo via funcafé nos proximos 10-20anos.
Considerando a operação por dois anos e o numero de sacas a serem trabalhadas, conseguiriamos reduzir em aproximadamente 20% de nossa produção nos próximos dois anos sem comprometimento de nosso parque cafeeiro. Penso que dessa maneira, o governo não se veria obrigado a colocar 3 milhões de sacos de volta ao mercado em um possivel momento de recuperação. Aliado ao fato de diminuirmos consideravelmente nossos estoques. Levo em conta que para isso acontecer os financiamentos ou custeios devem ser direcionados à reformas com prazos de vencimento um pouco mais estendidos e devemos lembrar que o custo operacional efetivo teria uma redução de médio prazo a cada individuo colocado na ação.
Lembrem que coloco esse direcionamento de ideias, não como a solução para a situação que a cafeicultura se encontra; mas como uma pequena ideia para minimizarmos os impactos e tsunamis que estaremos sujeitos se as condições continuarem como estão. Não torço para que aconteça alguma desgraça climática a ninguém, somente espero que passemos a utilizar com direcionamento a força da cafeicultura nacional.
Desde já, expresso meu agradecimento a todos que compartilham suas ideias e opiniões nesse espaço e contribuem para o melhor conhecimento de nossas condições e acontecimentos.

GARÇA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 20/08/2013
As medidas e o comportamento geral, até agora apresentados; são inócuos e ineficientes face a agilidade do mercado. Nossa estratégia tem que ser a de avançar sobre o mundo, não é em momento de alta que se conquista consumidores ao contrario é na baixa, é agora. Devemos ter ciência de nosso prejuizo e criar e solicitar maneiras de encurta-lo; é esquisito até falar algo do genero como produtor, mas devemos fortalecer nossa industria, nossa exportação e colocar muito café no mercado mundial já. Nós não teremos subsidios, perdões de dividas e muito menos a solidariedade de quem não é afeito ao setor produtivo, vamos então dificultar a vida de nossos concorrentes que trabalham com subsidios, sem cargas trabalhistas tão altas, sem responsabilidade socio ambiental; devemos transferir o onus da armazenagem aos compradores e não coloca-los em nosso custo de produção. Torço para que nossas ações individuais passem a estar pautadas em um desenvolvimento coletivo e não esperar que o coletivo trabalhe em prol de esperanças individualistas.
Não peço para largarem tratamento de lavouras, mas sim reduzi-los com planejamento, com reformas, com retirada de café a curto prazo e recuperação a médio; é o momento de colocarmos as técnicas de produção aliadas à técnicas de mercado e a meu ver a armazenagem é prejudicial, é ofensiva e arriscada a todo o setor produtivo do café. Só para lembra-los em praticamente toda a história da produção nacional e na grande maioria das vezes a solução foi estocar, alguma vez deu certo a não ser para pouquissimos individuos? Estoca-se na baixa para ganhar, depois perde; estoca-se na alta para ganhar o que não foi ganho em 10 anos, perde-se novamente.....estamos com estoques altissimos e a grande solução ARMAZENAR, que tal uma vez colocarmos no mercado?

MUZAMBINHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 19/08/2013

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 19/08/2013
Essa é a grande oportunidade dos PRODUTORES realizarem uma grande manifestação para mostrarem ao mundo a sua REVOLTA com relação a atual situação da cafeicultura brasileira.
A AJUDA DO GOVERNO É RIDICULA ( não vai tirar o café que está sobrando no mercado) , e é preciso DIMINUIR A PRODUÇÃO DE CAFÉ IMEDIATAMENTE.
ISSO TEM QUE SER FEITO ATRAVÉS DE UM GRANDE PACTO ENTRE OS PRODUTORES, independente de ajuda de terceiros.
SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO
EM 19/08/2013
Infelizmente pelo que vejo o que vai determinar o mercado são os produtores que vão investir menos nas suas lavouras, erradicar lavouras em produção e então a produção mundial será equilibrada novamente. Café no exterior está passando por um momento difícil pois é um produto altamente ligado a crise europeia. O negócio agora é rezar para que algum país produtor tenha problemas para ver se o mercado internacional reage e consequentemente o mercado interno também.

VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO - ESTUDANTE
EM 18/08/2013
Situação está crítica para os pequenos produtores de arábica do ES.
Comparando com outras regiões, a média do ARÁBICA TIPO 06 - RIO está em média R$251,50. Hoje a diferença do Conilon x Arábica 06 é somente de R$3.

ITABUNA - BAHIA - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 17/08/2013

BOA ESPERANÇA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 16/08/2013

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 16/08/2013
Quando fazem previsões a respeito da safra futura de arábica é pura especulação mesmo. Com esses preços, muitos produtores não terão como arcar com os custos futuros o que já causará uma redução de safra. Tenho visto alguns produtores, mesmo pequeno, como eu, começar erradicar lavouras produtivas. Quanto à safra atual, sem falar na queda de qualidade em função de muita chuva no peródo de colheita, os números serão bem menores que os já anunciados, pois, em função dos preços baixos, muitos produtores não realizarão a colheita por completo.
O momento da cafeicultura, é talvez, um dos piores de sua existência aqui no Brasil. O produtor segue sem dinheiro para honrar seus compromissos e sem nenhuma perspectiva de melhora nos preços. Como já relatei em outros comentários, o ano está tão ruim para a cafeicultura que geada, chuvas na colheita e "ajuda" governamental, só fizeram os preços baixarem. A situação da cafeicultura não é animadora. Estou fazendo a minha parte, ou seja, erradicando lavouras produtivas. Acredito ser a saída para a cafeicultura, reduzir produção para não ficar refém do mercado comprador, como está.
Quanto a previsões da CONAB, perdemos a credibilidade, o mercado não nos dá mais o respeito; é uma pena!

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 16/08/2013

ESPÍRITO SANTO DO PINHAL - SÃO PAULO
EM 16/08/2013