Preço do café aumenta 42,3% em quatro anos para consumidores
Apesar dos baixos preços das sacas de café pago aos produtores do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Sul de Minas, maiores regiões em cultivo do grão no Estado, o preço para o consumidor aumentou 43,41% nos últimos quatro anos.
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Conforme dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), apurado pelo Centro de Pesquisas Econômico-sociais da Universidade Federal de Uberlândia (Cepes-UFU), em setembro de 2009, 600g de café custava em média R$ 6,38 e no mesmo mês em 2013, o valor era de R$ 9,15.
No setor central de Uberlândia, em cinco estabelecimentos comerciais visitados pelo CORREIO, o cafezinho servido em uma xícara pequena custa de R$ 0,60 a R$ 1. Valor considerado alto pelo engenheiro agrônomo aposentado, Inácio Ribeiro Carvalho, de 70 anos, que há 40 anos toma cafezinhos no centro da cidade diariamente e, desta vez, pagou o maior valor. “É muito caro e não para de aumentar, a última vez em que paguei o menor preço, até hoje, foi há três meses, de R$ 0,25”, disse Carvalho que relaciona o aumento às inúmeras revendas até chegar ao consumidor final.
Para a empresária Lisete Souza o café é um produto muito procurado e por isto tem o preço elevado, mas por mais de um ano tem conseguido manter o cafezinho por R$ 1 por causa do número de vendas. Ela costuma fazer nove garrafas de dois litros por dia.
Em uma família de três pessoas, como da operadora de máquina têxtil, Tânia Maria Silveira, que consome a bebida uma vez por dia, pela manhã, o custo não tem pesado no orçamento. “Lá em casa não sentimos muito porque consumimos em média só dois quilos por mês.”
Preço do Café se mantém até o fim do ano
O preço do café passou de R$ 6,38 para R$ 9,15, do ano de 2009 para 2013. De acordo com o economista do Centro de Pesquisas Econômico-sociais da Universidade Federal de Uberlândia (Cepes-UFU), Álvaro Fonseca, o aumento é significativo, porém, normal ao intervalo de tempo considerado e ainda disse que o valor não vai alterar até o fim do ano. “Não ocorreu grandes alterações na produção, por isto observo que os preços se manterão os mesmos.” O dono de uma cafeteria no bairro Vigilato Pereira, zona sul de Uberlândia, que trabalha com o tipo de café gourmet, Sérgio Augusto da Silva, afirmou que o processo de beneficiamento do grão até chegar ao consumidor final é o que encarece o produto.
Café gourmet é diferenciado e tem preço elevado
Em uma cafeteria no bairro Vigilato Pereira, zona sul de Uberlândia, o café vendido é o expresso do tipo gourmet, considerado fino da qualidade da produção. O dono da cafeteria, Sérgio Augusto da Silva, mantém o preço abaixo do encontrado na cidade, por R$ 2,5, quando é comum encontrar de R$ 3,5 a R$ 4,5. Ele disse que o café gourmet é diferenciado e puxa outros serviços que o encarece. “Eu tive um gasto com a máquina de fabricação de R$ 25 mil e com o treinamento de funcionário para o serviço, de R$ 1 mil.”
As informações são do Correio de Uberlândia, adaptadas pelo CafePoint
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ESPÍRITO SANTO DO PINHAL - SÃO PAULO
EM 17/11/2013

MARÍLIA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 17/11/2013

PERDÕES - MINAS GERAIS
EM 14/11/2013

MACHADO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 14/11/2013

LAVRAS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 14/11/2013
48 kg de café torrado = 6857 xícaras (7 gramas/xícara).
6857 x R$ 3,50 (um bom espresso gourmet) = R$ 23.999,50.
R$ 23.999,50 é o valor bruto que o dono da cafeteria vai receber de seus clientes por uma saca de café (especial 100% arábica), quando vendida em xícaras de espresso. Portanto, a matéria prima (café), por si, não é a que encarece o cafezinho. Isso tem nome: chama-se valor agregado, seja por prestação de serviços diferenciados, lançamento de novos produtos, conceito, etc., mas não se pode esquecer do cafeicultor. Ele assume todos os gastos, riscos e muito mais, para vender uma saca, hoje, a menos de R$ 250,00. A diferença é muito grande, mesmo se dobrarmos este valor considerando um café gourmet.