Em fevereiro, as cotações do café arábica caíram quase 7%. Devido à diferença entre o preço oferecido pelos demandantes e o pedido por produtores, o ritmo de negociação foi lento. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média de R$ 317,72/saca de 60 kg em fevereiro, 6,9%menor em relação à de janeiro. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), o fechamento do último dia útil de fevereiro (28) foi de 143,20 centavos de dólar por libra peso, queda de 3,21% em relação ao dia 1º. A moeda norte americana teve média de R$ 1,974/US$ em fevereiro, desvalorização de 2,71% frente à de janeiro.
Com estoque elevado e menor preço, setor demanda auxílio do governo
A proximidade da safra 2013/14 tem deixado produtores em alerta. A temporada 2012/13 tem sido marcada por quedas dos preços de arábica e, no aguardo de cotações mais firmes, vendedores mantêm-se retraídos há meses. Essa postura, endossada pela capitalização obtida no ano anterior, resulta em estoque considerável do grão.
Nesse contexto, o foco a partir de fevereiro passa a ser o escoamento dos lotes, o que ocorre paralelo à busca de medidas governamentais que ajudem a evitar novas desvalorizações do café. Tendo em vista que as primeiras sacas da safra 2013/14 devem começar a chegar ao mercado entre maio e junho, já houve ligeiro aumento na oferta de arábica em fevereiro – basicamente para pequenos lotes de café de ótima qualidade.
Em determinados momentos da safra 2012/13, a postura retraída contribuiu para impedir quedas de preço mais acentuadas. Porém, agora, o volume armazenado preocupa. Segundo notícias, a quantidade de café estocada na safra 2012/13 está superior à verificada nas outras temporadas.
Agentes do setor consultados pelo Cepea comentam que, dependendo da região, o volume armazenado em fevereiro estava entre 20% e 40% do total produzido em 2012/13, o que é considerado elevado para um período já próximo à passagem da safra. Esse estoque, se não escoado ou retirado do mercado nos próximos meses, será somado a uma nova safra abundante em 2013/14.
Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a temporada deve ser recorde para anos de bienalidade negativa. O cenário gera receio também de que o movimento especulativo baixista se acentue. Diante disso, conforme amplamente divulgado na mídia, representantes dos cafeicultores demandam ajuda do governo justamente para conter desvalorizações do café.
Descapitalizados, produtores podem interromper a sequência de bons tratos culturais que vêm sendo feitos ou deixar de renovar áreas com árvores antigas. O Brasil é um dos poucos ofertantes que têm mostrado grande potencial de suprir a crescente demanda, e produtores precisam de bons rendimentos para manter o ânimo com a cultura.
No final de fevereiro, cafeicultores e seus representantes se reuniram em Varginha, no Sul de Minas Gerais, para elaborar um documento solicitando ações do governo. Entre as principais reivindicações estavam o aumento do preço mínimo (que iria de R$ 261,69/sc para R$ 340,00/sc), a prorrogação dos créditos, a antecipação de R$ 900 milhões do Funcafé para estocagem, programas de opções e, finalmente, leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural).
Para alívio do setor, o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reafirmou o compromisso do governo em adotar medidas para conter a queda nos preços do café, antecipando que o anúncio de medidas pode ocorrer em março.
As informações são do Cepea.
Preço do café arábica cai 7% em fevereiro
Devido à diferença entre o preço oferecido pelos demandantes e o pedido por produtores, o ritmo de negociação foi lento. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média de R$ 317,72/saca de 60 kg em fevereiro, 6,9%menor em relação à de janeiro.
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