PR: Câmara Setorial do Café tem novo presidente

A Câmara Setorial do Café do Paraná tem nova diretoria. Seus titulares e suplentes foram definidos nesta segunda-feira em reunião extraordinária, realizada no auditório da Secretaria da Agricultura.

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A Agência Estadual de Notícias informou que a Câmara Setorial do Café do Paraná tem nova diretoria. Seus titulares e suplentes foram definidos nesta segunda-feira em reunião extraordinária, realizada no auditório da Secretaria da Agricultura.

A presidência ficou com Ewaldo Whachelke, representante da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), que tem como suplente Luiz Suplicy Hafers, presidente da Associação Paranaense de Cafeicultores (Apac). Paulo Sérgio Franzini, representante da Secretaria da Agricultura, continua como secretário executivo e seu suplente é Cilésio Abel Demoner, representante da Emater.

Além da composição da nova diretoria, os participantes do encontro discutiram, entre outros assuntos, a regulamentação do Selo Café Qualidade Paraná, o plano de revitalização para a cafeicultura e o nível mínimo de qualidade do café.

"A Câmara desenvolve um grande trabalho em prol da cafeicultura paranaense e nós temos que participar desta fase de consolidação. Vamos estabelecer um forte diálogo com os produtores, com os membros da Câmara Setorial e da Câmara Técnica, vamos trabalhar para conseguir linhas de crédito e outras medidas que sirvam de incentivo para que os cafeicultores aumentem suas lavouras", destacou o secretário da Agricultura, Valter Bianchini.

O gerente de Agronegócios do Banco do Brasil no Paraná, Sérgio Mantovani, aproveitou a oportunidade para falar sobre o aporte de recursos para a cafeicultura. De acordo com ele, já estão detalhados os termos do convênio a ser firmado com o governo, que prevê uma linha especial de crédito no valor de R$ 344 milhões para os próximos quatro anos. "O contrato está pronto e deverá ser firmado no início de abril. Queremos que o programa se viabilize e por isso mesmo daremos um tratamento diferenciado aos pequenos produtores de café", explicou Mantovani.

Duas propostas de crédito foram apresentadas ao Banco do Brasil pela Câmara Setorial. Uma para renovação das lavouras velhas e decadentes, e outra para ampliação das áreas de plantio. "Nos dois casos nos preocupamos em valorizar o aspecto econômico e ambiental, e também a inclusão social", esclareceu Franzini. De acordo com ele, para ter acesso ao crédito, técnicos e produtores vão ter que passar por processo de capacitação, para que a cafeicultura se torne uma alternativa altamente produtiva, seja no modelo tradicional ou no modelo agroecológico.
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