PR: café consorciado com banana garante renda extra
Já passou o tempo em que uma propriedade pequena ou média vivia exclusivamente do café. Hoje, os produtores que continuam na atividade são estimulados a investir na diversificação e o café passa a ser apenas mais uma fonte de renda, não a única. E é isso que está fazendo a cultura sobreviver no Norte e Noroeste do Paraná.
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Segundo Paulo Sérgio Franzine, coordenador da área de café na Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), as experiências já provaram que é possível a convivência harmoniosa dos cafezais com frutas como banana, coco e citros, além de palmeiras, seringueiras e outras plantas que ajudam no sombreamento, na produção de material orgânico e na retenção do vento. Além disso, produzem renda extra para o produtor.
Na avaliação de Paulo Franzine, da Secretaria Estadual da Agricultura, a próxima safra será decisiva para o futuro da cafeicultura no estado. Isso porque os produtores vêm sofrendo prejuízos há quatro anos com o preço da saca de 60 quilos entre R$ 200 e R$ 240 reais. "No mesmo período, o preço dos insumos triplicou e o custo de produção subiu mais de 40%", calcula.
Alguns dos exemplos práticos podem ser encontrados em várias lavouras de São Jorge do Patrocínio, a 80 quilômetros de Umuarama (Noroeste). Pedro Strey, 52 anos, é um cafeicultor que assimila fácil as novas tecnologias. Faz as podas e adubação sugeridas pelos técnicos e há cinco anos passou a cultivar banana-maçã no meio do cafezal, em 30% da chácara de cinco hectares. Ele diz que está satisfeito porque conseguiu obter renda extra, melhorou a quantidade de nutrientes no solo e teve menos problemas com a erosão.
Strey revela que gastou em torno de R$ 1,5 mil para plantar 400 mudas de banana em cada hectare. Em 12 meses, a banana já rende a primeira colheita, mas atinge o pico a partir do segundo ano. Cada planta produz um cacho de 30 quilos, na média anual, o que gera uma renda de pouco mais de R$ 10 mil ao ano, por hectare.
Franzine considera que a diversificação é a saída para a cafeicultura sobreviver. Além do consórcio com frutas e outras plantas, ele cita a importância dos aviários, que podem render um ganho a cada dois meses e ainda produzir esterco para melhorar a fertilidade do solo. "Mas um detalhe que o agricultor deve analisar é a quantidade de mão-de-obra que vai precisar, para não ter a atividade comprometida". "Outra observação que o agricultor deve fazer, se resolver migrar do café para outra cultura, é pesquisar bem antes e descobrir se tem aptidão para outro ramo. Caso contrário, pode ser pior", aconselha.
A reportagem é do jornal Gazeta do Povo/PR, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 15/12/2009