Peru: Villa Rica obtém nova denominação de origem

O café produzido no distrito de Villa Rica, na região central do Peru, obteve a denominação de origem no mesmo dia em que se festeja o Dia do Café peruano. O presidente do conselho diretor do Indecopi, Jaime Thorne, disse que, com essa nova denominação, a quinta outorgada no país, "completa-se o menu gourmet" peruano, pois desde 1997 o Peru tem reconhecido com esta distinção a qualidade e a procedência de outros produtos do país.

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O café produzido no distrito de Villa Rica, na região central do Peru, obteve a denominação de origem no mesmo dia em que se festeja o Dia do Café peruano.

No ato da entrega do certificado aos produtores de café da zona, estiveram presentes, entre outros, o ministro peruano do Ambiente, Antonio Brack, e autoridades do Instituto Nacional de Defesa da Competição e Proteção da Propriedade Intelectual (Indecopi).

O presidente do conselho diretor do Indecopi, Jaime Thorne, disse que, com essa nova denominação, a quinta outorgada no país, "completa-se o menu gourmet" peruano, pois desde 1997 o Peru tem reconhecido com esta distinção a qualidade e a procedência de outros produtos do país.

O presidente da associação agroflorestal cafeeira de Villa Rica, Domingo Brack, destacou que a qualidade desse grão está na altura em que é cultivado, entre 1.200 e 1.800 metros, em condições de umidade e sob a sombra das árvores.

Segundo Domingo, cerca de 3.000 pessoas dessa região da província de Oxapampa cultivam 5.900 hectares, de onde se exportam até 98.900 sacas de 60 quilos de café por ano, uma quantidade inferior ao que atualmente é vendido com a marca "Villa Rica" e que, muitas vezes, não procede dali. Com a proteção fornecida pela denominação de origem, a partir de agora, somente os produtores de Villa Rica poderão utilizar esse nome. Os produtores esperam que a oferta diminua e os preços aumentem no mercado internacional.

Alemanha, Estados Unidos e Japão são os principais destinos desse café que o presidente da associação classificou como de "aroma excelente, sabor frutado e corpo médio".

Para a diretora de Signos Distintivos do Indecopi, Patricia Gamboa, não basta que um produto seja especial para receber a denominação de origem, mas sim, precisa demonstrar as características particulares do meio geográfico onde é cultivado.

No exterior, a qualidade de outras variedades de café peruano já é reconhecida, como aconteceu com a premiação do café dos vales de Sandia, nos Andes amazônicos do sul do Peru.

Segundo dados da Câmara Peruana de Café e Cacau, a produção de café nas regiões dedicadas à exportação cresceu em 10% no primeiro semestre de 2010 com relação ao mesmo período de 2009. Nesse período, as exportações de café somaram US$ 153 milhões, 28% a mais que entre janeiro e junho de 2009, segundo dados da Associação de Exportadores do Peru (Adex), que prevê crescimento de 15% no volume das exportações para esse ano.

A reportagem é da agência EFE, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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