Peru: produção de café deve cair 15% em 2012 por causa de chuvas e falta de mão de obra

A produção de café do Peru, terceiro maior produtor da América do Sul, deve cair 15% nesse ano frente ao volume recorde registrado no ano anterior devido às intensas chuvas no país e em meio à escassez de mão de obra, disse a Junta Nacional de Café (JNC). O presidente da JNC estimou para esse ano uma produção de 4,75 milhões de sacas de 60 quilos de café frente às 5,44 milhões de sacas do ano passado.

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A produção de café do Peru, terceiro maior produtor da América do Sul, deve cair 15% nesse ano frente ao volume recorde registrado no ano anterior devido às intensas chuvas no país e em meio à escassez de mão de obra, disse a Junta Nacional de Café (JNC).

O presidente da JNC, César Rivas, estimou para esse ano uma produção de 4,75 milhões de sacas de 60 quilos de café frente às 5,44 milhões de sacas do ano passado.

"Muitos produtores reportam a queda dos grãos maduros e o aumento de pragas nas plantações, fatores que, associados com a escassez de mão de obra, prejudicarão significantemente a economia dos agricultores. Essas preocupações aumentam frente ao anúncio de que o período de chuvas se estenderá por mais um mês".

O Peru é o terceiro produtor de café da América do Sul, depois do Brasil e da Colômbia. O país é, também, um dos 10 principais produtores mundiais de café e exporta quase todo seu cultivo do grão, considerado o principal produto agrícola de exportação do país. Segundo a JNC, o Peru exportaria esse ano um volume de 4,29 milhões de sacas de café, menos que as 4,91 milhões de sacas exportadas no ano passado, por um valor de US$ 1,59 bilhão.

"Nas últimas semanas, registrou-se uma forte queda dos preços no mercado internacional, devido aos anúncios de uma alta colheita no Brasil. Essa queda, associada com as perdas pelas chuvas, tem preocupado os produtores".

Rivas disse que o avanço sustentado da moeda peruana, o Sol, frente ao dólar, prejudicaria ainda mais a economia dos produtores de café. "De uma cotação e 3,50 soles por dólar, a 2,65 há uns dias, é um forte golpe à economia cafeeira de 24%. Se as previsões de cumprirem e a cotação fechar a 2,50 soles por dólar, o dano será maior".

O Sol está em níveis máximos em quase 15 anos e acumula uma alta de 1,5% até agora nesse ano. Seu avanço, impulsionado por contínuas vendas de dólares de empresas mineiras e a solidez da economia local, tem sido atenuado por compras de dólares do Banco Central.

A reportagem é da Reuters, traduzida e editada pela Equipe CaféPoint.
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