Peru: plano café 2014 empregará material genético nacional resistente à ferrugem
O Ministério da Agricultura e Irrigação (Minagri) do Peru apresentou o Plano Café 2014 cuja finalidade é priorizar o material genético nacional de sementes em variedades que sejam resistentes à ferrugem amarela. Além disso, o Instituto Nacional de Inovação Agrária (INIA) avaliou a possibilidade de importar sementes resistentes sob normas e procedimentos estabelecidos pelo Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa).
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O Minagri executará essas ações a fim de cumprir com os objetivos do Plano Nacional de Renovação de Cafezais, cuja finalidade será contribuir para melhorar a competitividade do setor cafeeiro, orientado a posicionar o Peru como produtor e exportador de cafés especiais e de alta qualidade.
“Estamos vendo os efeitos da ferrugem amarela; plantações que morreram, que já não vão produzir. Vamos seguir vivendo as consequências da afetação da ferrugem em 2014 e parte do próximo ano”, disse o diretor geral de Competitividade Agrária, José Muro.
O plano mencionado tem como ações concretas, além de contar com o material genético de qualidade, melhorar as tecnologias de produção e realizar ações de mitigação dos efeitos da mudança climática – agro meteorológico.
O responsável pela firma Agribusiness Consulting & Management Perú (ACM), Tony Salas, explicou que o plano contempla uma série de medidas de curto e médio prazo, destinadas a elevar a competitividade do produtor e facilitar seu acesso a novos mercados.
Em seu relatório mensal de março de 2013, a Organização Internacional de Café (OIC) advertiu que o foco de ferrugem do café era um dos mais críticos registrados até a data.
Na América Central, quatro países declararam sua cafeicultura em estado de emergência. Esses foram Guatemala, Costa Rica, Honduras e Panamá. Igualmente, o México também se declarou em emergência.
No Peru, aproximadamente 95% da área de café são variedades susceptíveis e expostas à ferrugem, devido ao manejo agronômico inadequado e, sobretudo, à fertilização que, somada às mudanças climáticas, geraram danos severos às plantações de café na campanha de 2012-13.
Em maio de 2013, para minimizar os efeitos da ferrugem amarela e gerar condições para recuperar a produção da campanha de 2014, o Minagri pôs em marcha o Plano Nacional de Ação de Redução da Incidência da “Ferrugem Amarela do Café”.
A reportagem é do http://www.americaeconomia.com, adaptada pelo CaféPoint
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EM 22/02/2014