Peru: medidas poderiam promover o país como principal fornecedor de cafés especiais até 2018
O Peru poderia liderar em 2018 a produção e exportação mundial de cafés especiais (orgânico, de comércio justo, entre outros selos) se o Estado em conjunto com o empresariado local adotar as medidas necessárias para promover seu cultivo e seu consumo a nível nacional e internacional, afirmou a Associação de Exportadores (Adex).
Publicado por: CaféPoint
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O presidente da Adex, Juan Varilias, disse que as exportações de cafés especiais representam 25% do total dos envios desse grão (US$ 1,56 milhão em 2011). "Desses 25%, 80% correspondem a café orgânico e 20% a comércio justo, eco-amigáveis, entre outros. Sem dúvida, há um grande potencial para esse produto que poderia ajudar o país a conseguir um maior desenvolvimento econômico e social".
Ele disse que o Peru é o terceiro maior produtor de cafés especiais a nível mundial, depois da Colômbia e da Guatemala. Daí a importância de apostar em uma produção maior e promoção em mercados como Japão, Coreia e China.
O presidente da Cooperativa Café Hemalu de los Bosques do Inka (Coopchebi), Félix Marin, comentou que devido às mudanças no padrão de consumo das pessoas no mundo, no futuro, o mercado será das empresas que ofereçam café especial de qualidade. Ele reiterou que é necessário desenvolver estratégias que permitam aumentar sua produção e se posicionar no mercado internacional como principais fornecedores desse tipo de café.
"O Peru tem demonstrado que é capaz de produzir cafés especiais de alta qualidade com responsabilidade social e ambiental, mas é necessário um plano de desenvolvimento cafeeiro com visão de qualidade em que o Estado e os privados participem a fim de finalizar capacidades e estendê-las a nível nacional".
Ele disse que o plano deve incluir a construção de vias de comunicação, o fortalecimento da associatividade, censo cafeeiro, diversificação de mercados que valorizem a qualidade e a promoção do consumo interno.
Por outro lado, Varilias disse que o cultivo de cafés especiais contribui para solucionar problemas de extrema pobreza, de forma que aumentar sua produção seria benéfico ao objetivo de reduzir as desigualdades e gerar maior inclusão social.
Marín disse que cada vez mais produtores de folha de coca estão apostando no cultivo de café ao ver que as receitas são atrativas se forem cumpridos certos padrões. Por exemplo, só por produzir café orgânico, o comprador pode pagar US$ 30 a mais sobre o preço médio do quintal de café (saca de 46 quilos). Além disso, devido à existência da pequena cafeicultura, há oportunidades de comércio justo com o qual o produtor recebe US$ 20 a mais. Também, pela qualidade do café, o comprador pode pagar entre US$ 20 e US$ 100 adicionais.
A Coopchebi, uma das principais exportadoras de cafés finos e especiais do Peru, tem recebido preços prêmios na França graças à alta qualidade de seu café.
A reportagem é do www.andina.com.pe, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint
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