Peru e Etiópia ameaçam Colômbia como quarto maior produtor mundial de café

A Colômbia está a ponto de ser substituída pelo Peru e pela Etiópia como quarto maior produtor mundial de café devido à queda constante na colheita nacional, disse o ministro da Agricultura do país. Somente em três anos, a produção cafeeira anual da Colômbia passou de um potencial de safra de 12 milhões a uma média de 4 milhões de sacas.

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A Colômbia está a ponto de ser substituída pelo Peru e pela Etiópia como quarto maior produtor mundial de café devido à queda constante na colheita nacional, disse o ministro da Agricultura do país, Juan Camilo Restrepo.

Ele disse que em somente três anos, a produção cafeeira anual da Colômbia passou de um potencial de 12 milhões a uma média de 4 milhões de sacas. O país também terá esse ano uma colheita baixa, previu Restrepo, durante um encontro com produtores de café em Andes, principal região cafeeira do departamento de Antioquia e uma das mais importantes da Colômbia.

O ministro reconheceu que essa realidade é "muito preocupante". Nesses anos, a Colômbia passou de ser o segundo produtor mundial, depois do Brasil, ao quarto lugar, ficando atrás do Vietnã e da Indonésia, segundo ele. Agora, Peru e Etiópia estão se aproximando, advertiu Restrepo, acrescentando que, com a baixa na produção, perdem-se mercados e, por fim, caem as divisas.

O ministro disse que essa realidade já não pode mais ser atribuída aos longos períodos de chuva, ao fungo da ferrugem do café ou à necessária renovação dos cultivos, que no ano passado substituíram 117.000 hectares com variedades resistentes a essa praga. No entanto, Restrepo admitiu que a renovação tem perdido dinamismo nesse ano, período em que também caíram os mecanismos financeiros e créditos para essa atividade.

"Inquieta-nos muito que a política central para recuperar a produção, que é a renovação, não esteja mostrando, pelo menos no primeiro semestre, o mesmo ritmo de dinamismo que mostrou no ano passado". Ele disse que é necessário analisar o porque dessa perda de dinamismo, para recuperar o ritmo.

Mais de meio milhão de famílias vivem do cultivo de café no país, que segue como o primeiro produtor de grãos suave.

A reportagem é da agência EFE, traduzida e editada pela Equipe CaféPoint.
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