Peru: associação representa Brasil em evento fairtrade

O Sul de Minas é forte produtor de cafés especiais e Varginha é um grande centro para comércio e industrialização do grão. Prova disso é que a União dos Pequenos Produtores de Cafés Especiais da Comunidade dos Martins (Unipcafem) representou todos os brasileiros produtores do tipo fairtrade no congresso em Lima, no Peru, entre os dias 28 e 30 de julho.

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O Sul de Minas é forte produtor de cafés especiais e Varginha é um grande centro para comércio e industrialização do grão. Prova disso é que a União dos Pequenos Produtores de Cafés Especiais da Comunidade dos Martins (Unipcafem) representou todos os brasileiros produtores do tipo fairtrade no congresso em Lima, no Peru, entre os dias 28 e 30 de julho.

Segundo Guido Reghim, presidente da associação, o encontro é promovido todas as vezes em que há possibilidade de modificar as normas. Há discussão de alcances e propostas do grupo fairtrade e também sobre assuntos ambientais.

Ainda de acordo com Guido, a credibilidade perante os demais grupos seria um dos motivos que levou a Unipcafem ser a única representante do Brasil no evento em Lima. Além disso, ele completa que a participação nos congressos e o trabalho desenvolvido pela entidade, nas áreas social e ambiental, contribuíram muito para conseguir o reconhecimento fairtrade.

Já com credibilidade estabelecida, a partir da escolha para ser a representante brasileira, a associação agrega ainda o reconhecimento internacional, o que a torna um grupo de referência no Comércio Justo no Brasil. "Em outras palavras, uma associação que tem 'voz ativa' atualmente nas decisões do Fairtrade", completa Guido.

O presidente ressalta que a Unipcafem tem condições de representar Varginha, Minas Gerais e principalmente o Brasil, como foi comprovado, em todos os eventos relacionados ao Comércio Justo, dentre seminários, congressos e assembleias.

A Unipcafem deve colher este ano cerca de 15 mil sacas de café fairtrade. Toda a safra é destinada ao Comércio Justo. O valor trabalhado é de acordo com a variação da bolsa de Nova Iorque, que atualmente está em torno de R$ 400 a saca.

As informações são do jornal Gazeta Rural de Varginha, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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