Pepro: Gilson Ximenes sugere gatilho de R$ 295/sc

Em meio à discussão entre os representantes de produtores e de exportadores de café, o grupo técnico do Ministério da Agricultura deverá analisar durante esta semana as propostas de cada setor para o novo formato do segundo Prêmio Equalizador Pago ao Produtor de café (Pepro). Ainda não ficou decidido qual o valor de venda da mercadoria pelos cafeicultores e a participação das cooperativas no programa.

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Em meio à discussão entre os representantes de produtores e de exportadores de café, o grupo técnico do Ministério da Agricultura deverá analisar durante esta semana as propostas de cada setor para o novo formato do segundo Prêmio Equalizador Pago ao Produtor de café (Pepro). Ainda não ficou decidido qual o valor de venda da mercadoria pelos cafeicultores e a participação das cooperativas no programa.

No ano passado, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o governo estabeleceu um gatilho de R$ 260 a saca de 60 quilos para o produtor começar a vender. Em contrapartida, receberia R$ 40 por saca mesmo com o preço acima do estipulado. O limite individual de participação foi de 300 sacas. O balanço geral sairá em outubro, mas estima-se que pelo menos 16,7 mil participaram da primeira edição, que distribuiu R$ 200 milhões em prêmio.

Para este ano, os cafeicultores pedem R$ 500 milhões para o programa. "Não queremos mais falar em prorrogação de dívida. Precisamos de recursos que remunerem o produtor", reivindica Gilson Ximenes, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC). Ele diz que por causa da alta dos custos é necessário um gatilho de R$ 295 por saca, com um prêmio de R$ 25/sc.

"Não se trata de subsídio. O produtor arremata e mantém o produto estocado. Caso desista, paga uma taxa de R$ 4 por saca", explicou. O prêmio só contempla cafés arábica tipo 6, bica corrida. Lúcio de Araújo Dias, superintendente comercial da Cooxupé, que conta com 11 mil associados, disse que o crescimento da entidade é resultado dos bons serviços prestados. "Tudo é decidido em assembléia e as sobras dos recursos são divididas entre os produtores. A união é necessária para negociar insumos e outros itens", ponderou.

Para Natan Herszkowicz, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), o Pepro é positivo: "quanto mais produtores beneficiados, melhor", afirmou. As informações são da Gazeta Mercantil.
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