Ouça abaixo a entrevista na íntegra.

Confira os destaques da entrevista.
"Foi muito bem colocada a escolha do tema, mostrando a sustentabilidade em seus três pilares: econômica, social e ambiental."
"O que se percebeu, principalmente depois da grande crise de preços, é a maior atenção voltada para sustentabilidade econômica. As pessoas começaram perceber que de nada adianta preservar o social e ambiental se o produtor não estiver ganhando dinheiro para poder se manter na atividade e manter a sustentabilidade ambiental e social."
"É muito melhor para o mundo que os produtores de café tenham uma condição econômica boa para que não migrem para cidade, provocando inchaço das cidades e consequentemente problemas sociais graves."
"A comparação de o Brasil ser mais sustentável que outros países é relativa, pois o País se encontra em um estágio de desenvolvimento muito mais avançado que a África, por exemplo. O que temos no Brasil são leis mais rígidas que a maioria dos países produtores de café, e nós temos que seguir essas leis."
"Existe um grande abismo entre a cafeicultura brasileira e a cafeicultura no resto do mundo. No Brasil, consideramos pequenos produtores, aqueles abaixo de 20 ha. Quando comentei isso com o pessoal na Guatemala eles deram risada pois as áreas deles variam de 2 a 5 ha, sendo grande produtor o que possui 5 ha."
"O Brasil precisa mostrar ao mundo as diferenças da produção do seu café."
"Durante a Conferência Mundial o Brasil foi bem representado na área institucional pelo secretário de agronenergia Manoel Bertone, que mostrou quão importante o Brasil foi e é para cafeicultura mundial, quanto que o Brasil já cedeu para cafeicultura mundial, o papel do País para o estoque mundial de café, entre outros."
"Na área técnica a participação do Brasil foi boa, mas na área de marketing o País não estava representado."
"Acho que faltou mais ousadia para o Brasil mostrar seus cafés lá. As vezes perdemos a oportunidade de mostrar principalmente a diversidade dos nossos cafés."
"Precisávamos investir um pouco mais em marketing para mostrar o tanto que nosso café é diferenciado."
"Existem muitos problemas em comum entre os países produtores de café, principalmente na área de manejo, formação de estoques, comunicação entre produtores e valorização do trabalho dos produtores e de seus funcionários."
"Precisamos pensar em como podemos trabalhar para melhorar esse sistema de colheita que afeta diretamente na qualificação e disponibilidade de mão-de-obra."
"Somos um grande supermercado do café. Temos qualidades diferentes e podemos produzir diversos tipos de cafés."
"Temos que divulgar os cafés brasileiros, trazendo compradores internacionais para conhecer o Brasil, valorizar os aspectos de cada região, trabalhar em conjunto com a participação em feiras internacionais, entre outros."
"O café no Brasil é considerado uma commoditie, com preços abaixo de outros produtos. Nós temos cafés raros e isso tem que ser mostrado para os demais países."
"Não é simplesmente colocando o café brasileiro na bolsa de Nova York que o preço no Brasil vai melhorar. Precisamos trabalhar com inteligência e estratégia na formação de estoques, saída de estoques, para que não falte café para os industriais e exportadores."
"Precisamos aproveitar a oportunidade da falta de suaves e lavados no mercado internacional para posicionar o nosso cereja descascado no mercado."
"O CaféPoint é uma fonte de conexão muito grande, onde conseguimos nos conectar com o mundo do café."
