O produtor de café da região está apostando cada vez mais na mecanização da colheita do grão. Nas grandes propriedades, os produtores que podem investir entre R$ 400 mil e R$ 600 mil compram as máquinas. Mesmo com o preço alto, as pequenas e médias propriedades também estão se mecanizando através da terceirização da colheita.
De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Passos, Leonardo Medeiros, a falta de mão de obra na região e o alto custo da contratação de trabalhadores de outros estados são os principais fatores que levam à mecanização. "Toda a região está colhendo agora, então falta mão de obra na nossa cidade. Contratar pessoas de outras regiões encarece a produção. A melhor saída é a colhedeira mesmo", disse.
O encarecimento da mão de obra se deve à legislação trabalhista mais rígida que tem como objetivo garantir melhor qualidade de vida aos trabalhadores rurais. De acordo com o responsável pela cafeicultura do Grupo Cabo Verde, Roberto Silveira Coelho, além de escasso, o trabalhador é caro para o produtor. "São muitos direitos trabalhistas, tem a questão do transporte. É muito mais barato mecanizar a lavoura", explicou.
Derriçadora é opção barata
Uma opção barata para diminuir os custos da colheita do café é a derriçadora. Com cerca de R$ 1,8 mil o produtor pode adquirir uma roçadora e adaptá-la para o uso na panha. Através de uma parceira entre Sindicato Rural e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), são oferecidos cursos de capacitação para o uso da ferramenta na panha do café.
Além de mais barata do que a mecanização através das colheitadeiras, a derriçadora é eficiente e fácil de usar. "Uma derriçadora substitui 15 homens na panha. Além disso, ela danifica menos o pé de café do que o trabalho manual", segundo o mobilizador do Senar-Minas em Passos, Andrey Alux Bordini.
Aluguel
O preço médio de uma colheitadeira varia entre R$ 400 mil e R$ 600 mil. Mas o valor pode oscilar bastante e, dependendo do modelo da máquina, o preço pode ultrapassar R$ 1 milhão. A saída para o pequeno produtor é utilizar o serviço prestado por muitas empresas que alugam as colhedeiras.
O produtor Sério Paim Beraldo tem 50 hectares de café e mecanizou toda a panha do grão. Para não investir na compra das máquinas, Sérgio aluga a colhedora de uma empresa e paga cerca de R$ 150 por hora de uso. "Ainda não preciso comprar minha própria máquina. Por enquanto vou optar pela terceirização", disse.
A reportagem é do jornal Folha da Manhã (MG), adaptada pela Equipe CaféPoint.
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O produtor de café da região está apostando cada vez mais na mecanização da colheita do grão. Nas grandes propriedades, os produtores que podem investir entre R$ 400 mil e R$ 600 mil compram as máquinas. Mesmo com o preço alto, as pequenas e médias propriedades também estão se mecanizando através da terceirização da colheita.
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