Paraná: 'Alerta Geada' para a cafeicultura já está em operação

Começa a operar nesta segunda-feira (06/04) o 'Alerta Geada', serviço do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Instituto Tecnológico Simepar voltado à proteção de lavouras novas de café no estado. Desde 1995, quando foi implantado, o 'Alerta Geada' vem evitando prejuízos com a recomendação de medidas que reduzem os riscos, sempre iminentes, nesta época do ano.

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Começa a operar nesta segunda-feira (06/04) o 'Alerta Geada', serviço do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Instituto Tecnológico Simepar voltado à proteção de lavouras novas de café no estado. As previsões podem ser obtidas pelo telefone (43) 3391-4500 e, gratuitamente, na internet (www.iapar.br e www.simepar.br). Na página do Iapar também é possível fazer o cadastro para receber o alerta por correio eletrônico ou torpedo – Short Message Service (SMS) – no celular.

Desde 1995, quando foi implantado, o 'Alerta Geada' vem evitando prejuízos com a recomendação de medidas que reduzem os riscos, sempre iminentes, nesta época do ano. A adoção das recomendações é uma decisão do produtor, mas a pesquisa comprova que o custo é compensador.

O agricultor recebe os avisos a tempo de adotar as medidas de proteção. Ao detectar a aproximação de massas de ar frio com intensidade capaz de provocar danos à cafeicultura, é emitido o que os pesquisadores chamam de pré-alerta, com 48 horas de antecedência; confirmadas as condições, após 24 horas, é feito um aviso afirmativo, informa a meteorologista Ângela Beatriz Costa.

As técnicas de proteção são bem conhecidas e utilizadas pelos cafeicultores paranaenses. A partir do disparo de alerta, a recomendação é enterrar completamente as mudas de até seis meses de idade; viveiros devem ser protegidos com cobertura vegetal ou de plástico – lembrando que, em ambos os casos, a proteção deve ser removida tão logo cesse o risco de geada.

Já nas lavouras de plantas maiores, de seis meses a dois anos, a técnica adequada é cobrir apenas o tronco com terra, prática que deve ser feita imediatamente e mantida até o final do inverno.

O economista Paulo Franzini, da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab), calcula que o cafeicultor desembolse R$ 800 por hectare para fazer o enterrio e desenterrio das mudas com até seis meses. Já o chegamento e retirada de terra nas plantas de idade entre seis meses e um ano custa em torno de R$ 370 por hectare.

Ainda segundo Franzini, a implantação de uma lavoura de café custa em torno de R$ 10 mil por hectare. Além do prejuízo financeiro, a perda de mudas atrasa a formação da lavoura. Estima-se que o Paraná tenha hoje cerca de dois mil hectares de cafeeiros com idade inferior a seis meses. Isso equivale a 10 milhões de plantas vulneráveis, expostas ao frio. Sem as medidas preventivas previstas no sistema de alerta, o prejuízo pode ser grande.

Embora dirigido ao parque cafeeiro paranaense – distribuído pelas regiões norte, noroeste e parte do oeste do estado –, pesquisadores e profissionais da assistência técnica vêm observando que outros setores também utilizam as informações do 'Alerta Geada' para orientar suas atividades, como a produção de hortaliças, construção civil, área de turismo e eventos e a indústria e comércio de vestuário.

O 'Alerta Geada' é ativado em maio e permanece em operação até meados de setembro. É um serviço prestado pelo Iapar e Simepar, com apoio da Seab, Emater-PR e Consórcio Pesquisa Café.

As informações são do Iapar.
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