Para presidente do CNC, Pepro pode aliviar crise da cafeicultura

O governo federal anunciou, na última semana, medidas para ajudar a estabilizar a cultura do café. As propostas, no entanto, não agradaram a maior parte dos produtores, que reclamam que o problema mais grave está na renda do cafeicultor, que ainda não tem expectativa de melhora. Para o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, se o governo adotar o Prêmio Equalizador de Preço Pago ao Produtor (Pepro) a curto prazo, o problema pode ser minimizado.

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O governo federal anunciou, na última semana, medidas para ajudar a estabilizar a cultura do café. As propostas, no entanto, não agradaram a maior parte dos produtores, que reclamam que o problema mais grave está na renda do cafeicultor, que ainda não tem expectativa de melhora. Para o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, se o governo adotar o Prêmio Equalizador de Preço Pago ao Produtor (Pepro) a curto prazo, o problema pode ser minimizado.

“Nós buscamos o Pepro, que é uma medida extraordinária. Se o governo brasileiro adotar um Pepro de imediato nós superaremos a crise nesse primeiro momento e vamos gerar renda para o produtor e quem sabe um ano novo para a safra de 2014 e 2015”, declarou Silas.

Segundo ele, o governo demorou muito para tomar medidas em relação à crise da cafeicultura. “As medidas chegaram tardias. Essa é a maior dificuldade que estamos enfrentando. Esperávamos desde setembro de 2012 que a crise viria, em função das safras maiores que tivemos em 2012 e 2013, e já com o prenúncio da de 2014. Esperamos outras medidas para reverter o mercado, não só em relação ao endividamento, mas também com relação à renda. É necessário gerar mais renda aos nossos produtores que estão tão sofridos no momento, vivendo com tamanha apreensão”, afirmou.

Cenário pessimista

Acostumados aos altos e baixos do mercado, os produtores de café que em 2011 venderam o produto a R$ 500,00, vão levar algum tempo para recuperar as perdas acumuladas nos últimos dois anos, pois o cenário para o grão é pessimista, informa a Sociedade Rural Brasileira (SRB). A queda de preços que começou em 2012 acirrou no mundo e em Minas Gerais, maior produtor do país. Neste mês a saca está sendo comercializada a R$ 240,00 em média. Frente a novembro de 2011, o preço médio da saca despencou para menos da metade. Os preços baixos não cobrem os custos de produção, estimados no Estado em R$ 380,00 em média.

A situação é especialmente ruim para os produtores de café arábica. O aumento do consumo do café conilon no cenário internacional afetou diretamente o Brasil, que detém 70% da produção mundial de arábica.

Segundo Nelson Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes de corretores de café, apesar da crise, a atividade cafeeira teve motivos para comemorar nos últimos anos. “O aumento de produtividade e do consumo foram relevantes, hoje o Brasil detém 37% do mercado mundial de cafés”, disse ele.

Carvalhaes acredita que a crise é passageira e que o equilíbrio de preços deve retornar em breve.

As informações são do Canal Rural, adaptadas pelo CafePoint.
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João B Almeida
JOÃO B ALMEIDA

CACHOEIRA DE MINAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 06/12/2013

A cafeicultura no sul de Minas, está indo a pique tal qual o titanique. O sr Carvalhaes acredita que a crise é passageira, tomara, quem sobreviver, verá. Na minha opinião, não se trata de crise apenas financeira, ocorre uma desestrutura geral na cadeia produtiva. Desde recursos humanos (mão de obra), custo geral do segmento, concorrência com a farta oferta de empregos em empresas gerais que se instalam na região. Isto é muito bom. Ruim para o produtor de café. O governo deveria congelar as dívidas recentes como colheita e pré comercialização e rever uma nova politica de suporte para o setor.