Opinião: Estado não deve ajudar o produtor ineficiente
Um cafeicultor da Bahia é um concorrente direto de um cafeicultor da Zona da Mata Mineira. Então, onde há concorrência, tem que existir o mérito. Se há pessoas que mesmo em meio a mais esta crise da cafeicultura conseguem sobreviver devido as suas capacidades administrativas, por que puni-las, ajudando cafeicultores ineficientes, e que vivem escorados nas costas do governo?
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"Parabéns Sylvia e Bruno,
O que você e Bruno comentam nestes últimos dois artigos de grande repercussão, vem ao encontro de tudo o que sempre pensei sobre cafeicultura, e qualquer outra atividade. Não é função do Estado favorecer esta ou aquela classe que se encontra em momentos de dificuldades. É claro que qualquer atividade conta com suas linhas de crédito e financiamento, para incentivar o desenvolvimento econômico de qualquer país.
E é nesse ponto que quero chegar: as linhas para se trabalhar na cafeicultura estão aí: os RO's, o Funcafé, as linhas de investimentos, Moderinfra, Finames, e ao meu ver é o que basta, pois querendo ou não, a atividade agropecuária é como qualquer outra atividade comercial, há concorrência sim e pesada. Ou um cafeicultor da Bahia não é um concorrente direto de um cafeicultor da Zona da Mata Mineira? Claro que é.
Então, onde há concorrência, tem que existir o mérito. Se há pessoas que mesmo em meio a mais esta crise da cafeicultura conseguem sobreviver devido as suas capacidades administrativas, por que puni-las, ajudando cafeicultores ineficientes, e que vivem escorados nas costas do governo?
Sabemos nós, cafeicultores sérios, e que somos a maioria, que estes cafeicultores endividados são sempre os mesmos. Com tudo isso, a cafeicultura brasileira continuará capengando para todo o sempre."
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VARGINHA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 01/09/2009
Existe a cafeicultura tradicional, que carrega ô onus do tempo, como cultivares menos produtivas, espaçamentos menos favoráveis, passivo trabalhista pesado, crises anteriores e seus reflexos e encargos... e ainda assim com produtores atuantes, que trabalharam duro para estar até hoje no mercado.
O Paraná renovou lavouras e reduziu espaçamento, a Zona da Mata investiu em qualidade de bebida, equipamentos e renovação, o Sul de Minas, em renovação e máquinas, reduzindo o custo com mão de obra, idem a Mogiana.
Todos ajudaram a fortalecer este país e a cafeicultura, pois foi deles que vieram os recursos para pesquisa, de variedades, de plantio em outras regiões, de formação do Funcafé, etc...
A nova cafeicultura já entrou com conhecimento técnico, empresarial e sem o ônus que a co-irmã carrega; mas precisamos lembrar que ainda não está consolidada e livre dos percalços (a tradicional é responsavel por quase 80 por cento da produção nacional), ela possui investimentos subsidiados, a irrigada ainda paga muito pouco pela água, a energia ainda contempla subsidios pesados e o impacto ambiental com fertiirrigação e excesso de inseticidas ainda são extremamente relevados;
Portanto, está cada um com seus problemas e o Governo, sem atuar decisivamente em nenhuma questão. Precisamos ter voz única, representatividade, produção suficiente para manter o share adquirido, políticas estruturantes e governança adequada.

SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 31/08/2009
Parabéns pela eficiência e competência. Deve ser o primeiro produtor de café no Rio Grande Do Sul.

SANTA CRUZ DO SUL - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 30/08/2009
Sou cafeicultor também e concordo com você, totalmente. Muitos cafeicultores acham que só porque sabem produzir café são cafeicultores eficientes. Isto é um grande engano, pois hoje não basta ser produtor, é preciso ser empresário e dominar técnicas de gestão econômica. E como vivemos no meio capitalista, a competência deve ser premiada pelo sucesso, e a incompetência, pelo fracasso.
O Governo, na verdade acaba dando sobrevida a produtores incapazes de planejar estrategicamente a exploração diversificada de suas propriedades a acaba sucumbindo à pressão destes no sentido de reeditar planos mirabolantes de retenção, que sabemos, cobram seu preço no futuro. Em resumo: tem que deixar quebrar
DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO
EM 29/08/2009
Você deve fazer parte daquele grupo de cafeicultores extremamente eficientes, onde falta de recursos financeiros nunca foi problema, ou seja, o grupo dos excepcionais. Tá certo que são excepcionais, mas é um grupo muito pequeno.
FRANCA - SÃO PAULO
EM 29/08/2009

GUAXUPÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 29/08/2009

SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 28/08/2009
1 - O senhor vive exclusivamente da cafeicultura ou tem outra atividade econômica?
2 - É aposentado de uma grande multinacional? Sua esposa é empresária, funcionária pública, ou atua no ramo da política?
3 - Perdeu um tio solteiro e rico e o senhor era o sobrinho preferido?
4 - Ganhou na sena, acumulada há um mês?
Se está satisfeito com a cafeicultura, pelo menos uma das perguntas anteriores deve ser verdadeira.

SERRA DO SALITRE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 28/08/2009
Me referi no artigo em questão, a uma minoria que existe desde sempre, e que vive mais ligada aos benefícios que os governos podem lhes oferecer, do que na cafeicultura, propriamente.
O governo tem o seu papel, é claro, principalmente o de fomentar a atividade econômica de um país, incluindo também a agricultura. Financiamentos de custeio e investimentos na atividade agropecuária são sempre muito bem-vindos, especialmente em se tratando de atividades de alto risco, como é o caso em questão. Mas nada além disto, o risco maior ou menor, é sempre preemente em qualquer atividade.
O que de fato seria papel do Governo na cafeicultura, não é feito; investimentos pesados no exterior para a divulgação da qualidade do nosso café, tão bom quanto o colombiano, mas que chega a valer praticamente o metade do mesmo no mercado internacional.
Não sei se eternizar as rolagens de dívidas do setor, seria neste momento o caminho mais consciente a se tomar.
A respeito do trecho em que diz "comentário infeliz", só tenho a dizer que é uma opinião que vem ao encontro de tudo o que foi falado pela professora Maria Sylvia Saes e Bruno Varella no artigo "Não existe remédios sem efeitos colaterais".

MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 28/08/2009
Portanto, a crise na cafeicultura existe e é real. Compartilho com o Sr. João Carlos que o comentário foi muito infeliz...

BARRA DA ESTIVA - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 28/08/2009
Porque os cafeicultores sérios, que vivem do que plantam, desconhecem o milagre da eficiência quando todos os fatores estão contra. E o que temos na cafeicultura, até hoje, é mérito do produto. Porque os incentivos, até hoje recebidos, beneficiaram muito mais outras areas, á margem da cafeicultura. Como bancos, empresas de insumos,etc.
Concordaria com o amigo se solicitasse mais eficiência e fiscalização dos orgãos financiadores. Não podemos chamar de ineficiente, qualquer que seja um produtor de uma cultura que no momento apresenta uma crise tão grave. Seria no mínimo falta de conhecimento.

VARGINHA - MINAS GERAIS
EM 28/08/2009
Não lhe conheço, não sei se tem outra profissão, não sei se faz da agricultura apenas um "hobby" ou se realmente está num estágio acima da grande maioria dos produtores. Mas o que podemos constatar hoje na cafeicultura nacional do café arábica, é uma grande distorção da curva de Gauss:
A curva de Gauss:
Gauss, estudando problemas estatísticos, desenhou a famosa curva em forma de sino que leva o seu nome. Ela demonstra a distribuição normal de eventos e se aplica praticamente a qualquer sistema.
Se tivermos um grupo de produtores tentando atingir resultados justos:
1) um pequeno número ficará bem abaixo dos objetivos;
2) a maior parte atingirá ou se aproximará dos resultados esperados; e,
3) um terceiro grupo, limitado, ultrapassará os resultados esperados brilhantemente (está é uma distribuição justa e a curva mostrará isto).
No entanto, se as políticas não forem consistentes - o efeito será uma curva com a maioria dos produtores não atingindo a média dos resultados esperados. As incidências ficarão antes da metade da curva. Esta é uma distribuição deformada da curva, sendo necessárias medidas para o seu reposicionamento.
O Sr. e um pequeno grupo de produtores são os premiados em posicionar-se à direita desta curva definida por Gauss. Parabéns. Mas não devemos esquecer da totalidade onde muitos também são eficientes mas não com tanta sorte.
Constatando com mais profundidade, vemos que a realidade é bem diferente do apregoado.
Abraço.

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 28/08/2009
Comentário infeliz...