Agricultores do sul de Minas Gerais começaram a receber o dinheiro do café vendido para o governo. O atraso no pagamento chegou a um mês. E muitos ainda não viram a cor do dinheiro.
O agricultor Fernando Machado Júnior é cafeicultor em Elói Mendes, no sul de Minas. Ele recebeu o pagamento das 400 sacas de café que vendeu ao governo através dos contratos de opção. Nesse tipo de negócio ele recebe perto de R$ 300 pela saca. Um valor bem acima do preço atual de mercado, que oscila entre R$ 270,00 e R$ 280,00, dependendo da qualidade do produto. O agricultor disse que o negócio é bom e faria novamente se não fossem os atrasos. "Estava esperando no dia 17 de dezembro, no máximo, mas não veio. Só veio com um atraso de 30 dias", contou.
O agricultor Airton de Deus também recebeu o pagamento um mês depois do previsto, mas sem juros ou correção. Por isso, ele disse que acabou sendo prejudicado. Ele contava com o dinheiro para quitar o décimo terceiro salário de 12 funcionários da fazenda. Com o atraso, a solução foi entrar no cheque especial e pagar juros altos para o banco.
"E ainda negociar com alguns fornecedores. O compromisso havia sido feito e falamos que não iríamos receber. Então, tivemos que prorrogar pagamentos pagando juros por isso", explicou seu Airton.
"Nós os produtores estamos jogados às traças, com compromissos vencidos e com uma série de dificuldades aguardando a Conab e o Ministério da Agricultura se pronunciar", reclamou Arnaldo Reis, presidente do Sindicado dos Produtores Rurais de Varginha.
O leitor do CaféPoint Johny Ferreira Bueno, de Boa Esperança/MG, declarou que até o dia 21 de janeiro não havia recebi o pagamento referente ao café entregue a Conab.
Rogério Araújo Pereira da COOMAP afirmou ao CaféPoint que a cooperativa ainda não recebeu o dinheiro até a sexta-feira dia 22. Mesmo com os atrasos nos pagamentos o café está sendo entregue para o segundo leilão de opções do governo. Rogério acredita que esta ação do governo é boa para o setor, pois há redução da oferta de café no mercado, o que pode resultar em melhores preços.
As informações são da Globo Rural, resumida e adaptada pela equipe CaféPoint.
Opções: pagamentos não foram totalmente efetuados
Alguns agricultores começaram a receber o dinheiro do café vendido para o governo. O atraso no pagamento chegou a um mês e muitos ainda não viram a cor do dinheiro. Mesmo com o atraso, alguns produtores entregaram cafés ao segundo leilão de opções do governo, acreditando que a reduçãod e oferta de café no mercado pode elevar as cotações.
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